Dentro do glorioso Estado de Pernambuco existem 3 tipos de torcedores de clubes de futebol – aqueles que mesmo sendo torcedores entendem a grande teia de interesses que ronda o futebol e que sabem que não se pode ganhar todas ainda que seu time seja o melhor no papel, aqueles que acham que seu time é superfoda mesmo que não tenha argumento algum para tal fato, e aquele que não entende porra nenhuma de futebol, sempre é banco nas peladas e ainda por cima joga todos os problemas em cima do técnico – esse post é sobre os últimos.
Desde cedo assisto futebol, assim como boa parte dos meus bons amigos, independentemente do clube que se torce, e discuto com os mesmos, com o tempo as discussões sobre quem é o melhor passaram a níveis de criticidade interessantes no âmbito do corpo técnico e da diretoria do clube, coisas que influenciam diretamente no contexto do futebol, e, por coincidência, a maior parte dos torcedores não dá a mínima, nem sequer tentam compreender como funciona toda engrenagem que faz o futebol existir e ser essa paixão que move multidões a qualquer instante onde um “derby” venha a existir.
Futebol é feito dentro e fora de campo, a cada momento, a cada substituição, eu já vi Wanderley Luxemburgo fazer uma alteração técnica, com 15 minutos do primeiro tempo e devido a essa alteração ele ganhar o jogo de forma esplendorosa, mas isso só acontece quando o técnico conhece bem o seu time, e como é que o danado do técnico vai conhecer seu time se não lhe deixam trabalhar? Porque em PE o técnico é mais poderoso que Deus, em PE o técnico é onisciente, onipotente, e onipresente e ainda tem o Poder Moderador pra fuder tudo.
Se tanto se propõe a ser o gigante que deve ser no quadro nacional, não olhe pra o Sul desse país mesquinho, olhe pra quem sabe que o técnico não é o único problema quando se perde. Sir Alex Ferguson fará em 6 de novembro desse ano nada mais nada menos que 26 anos no comando de um dos melhores teams do mundo o Manchester United, e o time já tomou baile em campo, viu o Arsenal comandado por Henry colocar Gigg’s, Scholes e Cia no bolso e nem por isso a mesa virou em cima dele, não digo que temos que ter técnicos para uma vida, mas que temos que entender a conjectura que envolve esse esporte.
Dentro do nosso próprio Estado temos exemplos de técnicos que são brilhantemente vitoriosos quando lhes deixaram trabalhar, e mais, técnicos vitoriosos nos 3 grandes clubes de PE, como o preto Duque campeão 4 vezes pelo Náutico (1964,66,67,68) 2 pelo Santa Cruz (1970,71) e uma pelo Sport (1975), o pernambucano Palmeira, bi-campeão com o Santinha em 1946 e 47, Tri-campeão com o Náutico em 1950-51-52, e bi-campeão 1961-62, apenas para citar dois dos valorosos técnicos que por aqui passaram e tiveram tempo pra montar suas equipes, dito isto, sei que parte considerável de vocês que disponibilizam de seu tempo para lerem o meu blog analisam bem o futebol, assim como sei que existe uma pequena parte de vocês que leu, mas não vai propagar a idéia, de toda a forma, fica a dica.
Abraços, H. Mason.



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