Como apenas estou no começo do blog não queria entrar nessa seara agora, mas o desejo foi maior, inspirado pelo compartilhamento de um ex-aluno meu sobre o que a televisão nos mostra como times de futebol e o que existe por trás de toda uma máquina de manipulação, posso falar com propriedade, pois fui vítima dessa máquina e tão somente a pouco tempo vi o quanto a mesma é prejudicial.
Cresci desde os 4 anos de idade torcendo pra um clube do sul do país, para todos os efeitos vou tomar aqui Sul e Norte como referencias regionais independentemente do contexto da União, o São Paulo Futebol Clube, coisa da qual não me arrependo, obtive alegrias incontestáveis e também lamurias irreparáveis, fui e ainda sou torcedor do SPFC, mas hoje sou torcedor também, e cada dia mais, do Santa Cruz Futebol Clube, um clube que assim como praticamente todos os outros de sua região foi vítima incontestável das arbitrariedades da CBF, instituição essa que deveria legitimar o futebol brasileiro enquanto decente e vencedor. É um jogo de interesses sem fim, de interesses financeiros, de interesses que ultrapassam imensamente as relações esportivas existentes em qualquer esporte e adentram em um campo estéril de convenções e facilitações. Promove-se de forma meticulosa e arbitrária a obstrução do acesso aos mesmos meios para clubes de origens diferentes, e tudo de forma mascarada na sempre pomposa opinião de uma imprensa de massa conivente e sempre oportunista.
Pois sim, onde eu morava não sabia que sequer existiam clubes de futebol em PE, parece piada, mas é realidade, no inicio da década de 90 eu sabia de cor e salteado os planteis de São Paulo, Corinthians, Flamengo, Fluminense, e todos os grandes desse eixo, era o que era transmitido pela famigerada Rede Globo. Depois de muito foi que vim a conhecer os clubes pernambucanos, Sport, Náutico e Santa Cruz. Escolhi assim como todos, influenciado por alguém, hoje visto a camisa do Mais Querido com orgulho, mas ainda sem toda a paixão velada pelo SPFC – enfim o foco que quero dar é outro.
A porra da bronca toda é que, quanto mais conhecemos os clubes do Sul esquecemos dos daqui, e isso sim é um baita PROBLEMA, para além de todas as diferenças os dirigentes daqui ainda não entenderam de COMO fazer futebol, salvo a exceção de raras figuras do futebol pernambucano e baiano, por exemplo quero citar aqui o ex-diretor de futebol do Sport Recife, Homero Lacerda, que sabia que muitos campeonatos se ganham é fora de campo, blindando jogadores, evitando roubalheira. Esse tipo de pensamento, quando ausente, leva ao ostracismo dos clubes do Norte, ficando sempre desunidos, retrógrados e mesquinhos, não reconhecer o título nacional de 1987 pro Sport-PE é uma vergonha, a rivalidade dos torcedores não pode se estender às diretorias, brigar contra a palhaçada sulista é dever de cada clube daqui, e da Bahia, cito esses dois Estados pois são os que devem encabeçar esse levante, pois são os 5 maiores do Norte desse país. Somos Grandes, Lembremos disso.
Abraços. H. Mason



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