sábado, 27 de julho de 2013

É tão estranho o ser humano...

Tem noção de seu estado de grandeza, mas contrasta fielmente com a baixeza das vis argumentações. Prostra-se com subserviência aos grandes, mas com plena arrogância para com os pequenos, esta inclusive já fora citada no Auto da Compadecida, no Juízo Final, não nos deixemos enganar que enquanto uma sátira se passa ao cotidiano do mundo religioso ela, ao mesmo tempo, não atinge de forma direta e fulminante os seres mundanos.

                Vai dizer que você não tem exemplos próximos? Vai dizer que o que estou a dizer é um despautério infindo? Não né, claro que não. Acho, a memória as vezes falha, que por vezes já tratei aqui no TudoNaMente de questões voltadas para a essência do ser humano ou algo do tipo. Talvez porque constantemente eu vejo pessoas e mais pessoas defenderem uma natureza humana, defenderem uma ideia construída cotidianamente de que “os bons são maioria”...

                Talvez tenhamos a necessidade de que por meio de um maniqueísmo qualquer, de uma disputa eterna entre bem e mal venhamos a afirmar que os bons triunfarão... Não sem antes se valerem dos métodos dos malvados... Esperamos pelo bem, rogamos por ele, mas o chão dos nossos feitos é a cada dia mais areia movediça e menos terra batida.

Abraços, H. Mason