sábado, 8 de fevereiro de 2014

Fantoches, Cultura e Estado...


Já estou acostumado, ano de eleição significa megashows para o povo de Jaboatão dos Guararapes, ou pelo menos era assim nos idos de Nilton Carneiro, governava como um fantoche e fazia do povo SEU fantoche, hoje tais espetáculos que findavam às cinco da matina, principalmente na Festa da Pitomba, não acontecem mais; outros tempos, outros governantes, mesmo fantoche. E por falar em fantoche soubemos sê-lo direitinho quando esmagamos Jarbas dando mais de 80 % dos votos a Dudu, ou como diz Zé Lezin, "o galeguin dos zói azul"(deixando claro que jamais Jarbas Vasconcelos foi uma opção)... pois é, foi assim que o ídolo da comédia se referiu ao nosso dit.. ops! perdão, governador no seu último espetáculo no Teatro Boa Vista. Boa jogada Dudu, o cara tem um carisma próprio e extremamente - Como é que se diz na FIFA? Ah! - palatável ao povo pernambucano, é, até que se prove o contrário, boa pessoa e trata seus fãs com respeito, pelo menos foi o que eu vi, mas a propaganda foi pesada e não tenho dúvidas em arriscar que ganhou uns bons votos naquele dia, casa cheia né? 

                    

Mas hoje quero tratar de algo que tem acontecido no nosso Estado, primeiro de forma silenciosa, agora de forma descarada e gritante. Sorrateiramente, aos pouquinhos, o governo tratou de controlar os horários das diversões públicas, retirando a virada do ano do marco zero, controlando o horário dos últimos shows das festividades de momo, enfim, promovendo o que pra eles é uma forma de facilitar o seu tão hipervalorizado Pacto pela Vida, menos gente na rua, menos gente pra ser assistida. 


             


Essa semana tivemos o desprazer de presenciar mais dois atos de covardia e despotismo dos responsáveis pela administração pública do nosso Estado. Primeiro foram os ensaios dos Maracatus de Baque Solto ou simplesmente Maracatus Rurais que sofreram com as proibições no que tange ao horário de finalização dos cortejos e ensaios, itens que fazem parte da tradição desse ritual que não é somente festa ou crença religiosa, mas sim um exemplo ímpar da cultura pernambucana mais pura e viva. Ontem, dia 07/02, foi o dia do Som na Rural, projeto de Roger de Renor que levava música de qualidade à Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, ser vítima das ações intransigentes da Prefeitura do Recife e do seu estimado, só que não, secretário João Braga. Uma equipe de 25 policiais militares foi deslocada para fazer a escolta da equipe da CTTU e levar a cabo a ordem... só faltou chamar Roger e os seus de subversivos e dizer que estavam atentando contra a segurança nacional. E, para finalizar, mas não menos triste, é com a notícia de que o tradicionalíssimo bloco carnavalesco centenário Vassourinhas não participará dos festejos do Carnaval 2014, culpa de quem? Ministério Público, Prefeitura de Olinda, Governo do Estado... é... 

Vocês estão fudendo, e não é no bom sentido, com a vida de quem beneficia a cultura de Pernambuco, somente isso, nada demais.

Abraços, H. Mason