Parece
cada dia mais, que no Brasil o foco é sempre distorcido, é constantemente
manipulado. D’uma hora pra outra o esporte favorito da maioria da população
tornou-se odiado, não por todos, mas por uma parte considerável, como se do
nada o culpado pela corrupção ou, pior ainda, pelo ESQUECIMENTO do povo
brasileiro fosse o esporte. Não podemos nem falar em APAGÃO do pensamento
público nacional porque para isso seria necessário que houvesse em algum
momento uma época em que a população estivesse convencida de seu poder para
além do período ditatorial, onde, mesmo assim incontáveis parcelas da população
civil apoiaram o militarismo e hoje o desejam de volta.
O
esporte não é o motivo da corrupção, os salários astronômicos não são resultado
dela também, o que não pode acontecer e acontece, é a valorização moral que
estes atletas exercem sobre a população de forma geral, um povo que é
subsidiado por plataformas de auxilio e assistência ineficazes, e não estou
falando do Bolsa-Família, estou voltando meu discurso para o todo da sociedade
brasileira, que tem um sistema cada vez mais caótico (se é que é possível
piorar) de serviços que perpassam por saúde, educação, segurança, moradia e
transporte.
Claro que temos que
nos lembrar que o brasileiro não é bem o povo menos corruptível da Terra...E
não adianta me dizer que é senso comum, porque muitos pensam que o brasileiro é
um amor, tá, nesse momento copio literalmente Gabriel, O Pensador “ se o
brasileiro é cordial Adolf Hitler é um doce”. Romário disse a alguns dias que
foi a favor da Copa do Mundo e que nós tínhamos plena condição de realiza-la,
ele não mentiu, temos, só que não da forma como o governo e seu BICÕES estão a
fazer, assim é foda.
O
futebol continuará sendo paixão de quem gosta dele, e muitos do que criticam a
realização da Copa são fãs do futebol, a grande questão é que o momento de
necessidade que a população passa, há bons 2 séculos de independência
praticamente, não nos deixam dúvidas de que agora seria inoportuna tal
realização, mas como diz o ditado popular, merdas
cagadas não voltam ao Feliciânus...
Abraços, H. Mason



