domingo, 2 de dezembro de 2012

Professor, ser ou não ser?




Logo quando passei no vestibular pra História sabia as dificuldades que iria enfrentar, sabia que os salários não compensariam, sabia que teria vários tipos de stress cotidianamente, que não ficaria rico dando aula, mas então porque não parar de dar aula simplesmente?

            Seria muito fácil pegar o “canudo” e me desvencilhar dos grilhões enferrujados de um sistema educacional que prima no setor privado pelo dinheiro e no público pelos números, seria sim, literalmente fácil, arrumar qualquer outro emprego, qualquer outra coisa, mas será que eu, um dia em toda minha vida, receberia a gratidão de pessoas que mal me conhecem da forma como já recebi desde de 2007? 

Sim, eu exemplifico, receber no seu primeiro ano em sala de aula, dando aula de inglês pra o 2º ano do fundamental I, um bilhetinho escrito “Eu te amo tio, o senhor é o melhor tio do mundo”, ou abrir um pré-vestibular gratuito e ver que contra todas as expectativas seus alunos vingaram, não porque você era o professor, mas porque você lhes deu apoio e confiança, despertou neles a vontade de potencia necessária para superarem seus obstáculos, em todos os campos da vida, ver esse sorriso estampado na cara dessas alunas e desses alunos que hoje já estão a beira de se transformarem em colegas de profissão é algo imensuravelmente ÚNICO.



O prazer que recebo dando aula não tem comparação com o conhecimento que tento transmitir, que tento mediar, a conexão que tentamos estabelecer é a parte menor de toda a relação, e tenham a plena convicção que no final das contas nosso pagamento é o sucesso daqueles que nos confiaram uma pequena parte do seu tempo para nos ouvir.


Abraços, H. Mason