Estava (e estou) cansado, vagando pela net quando me deparei com tal manchete “Juíza suspende liberdade condicionalde suspeito de estupro em ônibus”, esse tal preso tinha sido liberto em regime de condicional no final de 2011, e um dia após estar solto cometeu um estupro. Essa matéria por si só já diz tudo a quê eu poderia me deter, inúmeros assuntos brotariam, mas vou direcionar esse post pra algo que pra muitos não tem nada a ver com esse tópico: Democracia. Já ouvi todo tipo de asneira sobre o melhor modelo político a ser seguido, qual tendência financeira deveria prevalecer, qual o maior interesse do Estado, ter ou não mais controle e coisas do tipo, mas ninguém, NINGUÉM, pára um momento pra analisar o que achamos que é a democracia em que acreditamos viver.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A Ilusão do Conforto
Todos nós, creio que assim falo por todos, freqüentamos shows, festas e coisas afins, em todos os lugares que nos fazemos presentes buscamos pouco na realidade, engana-se quem acha que se busca “um certo alguém” ou até uma complexa idéia de sociabilidade, o que buscamos é o conforto de nos sentirmos parte de algo maior, de uma relação que ultrapassa os limites da individualidade assim como uma varredura de raios gama passa por uma parede de concreto, é o conforto de nos sentirmos aceitos e iguais, de estarmos nos percebermos enquanto felizes naquele momento fugaz.
Encontro em praticamente todos os shows privados aquela separação idiota que coloca um “camarote” à beira do palco e deixa aquele “pessoalzinho”, aquele resto que sobra para além do “camarote” extremamente longe da porra do cantor/grupo enfim, nos shows privados, mesmo não curtindo nem um pouco eu entendo plenamente, no nosso mundinho hipervalorizado, um artista ao seu “lado” custa caro. Mas se esse show é PÚBLICO, como pode haver tal separação? Pois é, no Marco Zero ela existe, e não é coisa de antigamente não, porque eu pulei e vibrei em incontáveis shows do Cordel do Fogo Encantado e do Lenine nesse mesmo local e não havia separação entre os VIP’s e nós, o povão.
O que importa é que ela existe hoje em dia, e NÃO, eu não concordo de forma alguma, ninguém paga pra estar ali em um show gratuito, sem empurra-empurra, sem muvuca, é simplesmente algo cedido a pessoas ditas importantes em nossa sociedade, diria eu a pessoas favorecidas, por um ou outro motivo, digo isso porque eu fui uma dessas pessoas favorecidas, sei do que estou falando, estou falando de muita gente que está além do apartheid social e que é fã, até em excesso, dos artistas que se apresentam naquele palco e não podem estar um tico mais pertinho do seu ídolo por uma babaquice sem motivo existencial.
Se você tem, ou teve em algum momento de sua vida vontade de estar lá, dê um jeito e consiga uma pulseirinha e entre, mas não vá buscando o conforto que falei no inicio desse texto, esse conforto está do lado de cá da cerca, onde assisto - a exceção dessa apresentação da Nação Zumbi – todos os shows possíveis, sabe porquê ela está cá e não lá ? Porque cá se canta junto, sorri junto, pulamos juntos, vibramos, gritamos, nos abraçamos sem nos conhecer e parecemos um só no meio de uma multidão, e sendo assim, juntos, somos muito maiores que todos em separado, porque o Todo é muito, mas muito mais do que a soma de todas as partes... e lá? Você é só você.
Abraços, H. Mason
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Tudo Eu! Tudo Eu!
Dentro do glorioso Estado de Pernambuco existem 3 tipos de torcedores de clubes de futebol – aqueles que mesmo sendo torcedores entendem a grande teia de interesses que ronda o futebol e que sabem que não se pode ganhar todas ainda que seu time seja o melhor no papel, aqueles que acham que seu time é superfoda mesmo que não tenha argumento algum para tal fato, e aquele que não entende porra nenhuma de futebol, sempre é banco nas peladas e ainda por cima joga todos os problemas em cima do técnico – esse post é sobre os últimos.
Desde cedo assisto futebol, assim como boa parte dos meus bons amigos, independentemente do clube que se torce, e discuto com os mesmos, com o tempo as discussões sobre quem é o melhor passaram a níveis de criticidade interessantes no âmbito do corpo técnico e da diretoria do clube, coisas que influenciam diretamente no contexto do futebol, e, por coincidência, a maior parte dos torcedores não dá a mínima, nem sequer tentam compreender como funciona toda engrenagem que faz o futebol existir e ser essa paixão que move multidões a qualquer instante onde um “derby” venha a existir.
Futebol é feito dentro e fora de campo, a cada momento, a cada substituição, eu já vi Wanderley Luxemburgo fazer uma alteração técnica, com 15 minutos do primeiro tempo e devido a essa alteração ele ganhar o jogo de forma esplendorosa, mas isso só acontece quando o técnico conhece bem o seu time, e como é que o danado do técnico vai conhecer seu time se não lhe deixam trabalhar? Porque em PE o técnico é mais poderoso que Deus, em PE o técnico é onisciente, onipotente, e onipresente e ainda tem o Poder Moderador pra fuder tudo.
Se tanto se propõe a ser o gigante que deve ser no quadro nacional, não olhe pra o Sul desse país mesquinho, olhe pra quem sabe que o técnico não é o único problema quando se perde. Sir Alex Ferguson fará em 6 de novembro desse ano nada mais nada menos que 26 anos no comando de um dos melhores teams do mundo o Manchester United, e o time já tomou baile em campo, viu o Arsenal comandado por Henry colocar Gigg’s, Scholes e Cia no bolso e nem por isso a mesa virou em cima dele, não digo que temos que ter técnicos para uma vida, mas que temos que entender a conjectura que envolve esse esporte.
Dentro do nosso próprio Estado temos exemplos de técnicos que são brilhantemente vitoriosos quando lhes deixaram trabalhar, e mais, técnicos vitoriosos nos 3 grandes clubes de PE, como o preto Duque campeão 4 vezes pelo Náutico (1964,66,67,68) 2 pelo Santa Cruz (1970,71) e uma pelo Sport (1975), o pernambucano Palmeira, bi-campeão com o Santinha em 1946 e 47, Tri-campeão com o Náutico em 1950-51-52, e bi-campeão 1961-62, apenas para citar dois dos valorosos técnicos que por aqui passaram e tiveram tempo pra montar suas equipes, dito isto, sei que parte considerável de vocês que disponibilizam de seu tempo para lerem o meu blog analisam bem o futebol, assim como sei que existe uma pequena parte de vocês que leu, mas não vai propagar a idéia, de toda a forma, fica a dica.
Abraços, H. Mason.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Pra Quem Torcer... Uma questão que ultrapassa o coração.
Como apenas estou no começo do blog não queria entrar nessa seara agora, mas o desejo foi maior, inspirado pelo compartilhamento de um ex-aluno meu sobre o que a televisão nos mostra como times de futebol e o que existe por trás de toda uma máquina de manipulação, posso falar com propriedade, pois fui vítima dessa máquina e tão somente a pouco tempo vi o quanto a mesma é prejudicial.
Cresci desde os 4 anos de idade torcendo pra um clube do sul do país, para todos os efeitos vou tomar aqui Sul e Norte como referencias regionais independentemente do contexto da União, o São Paulo Futebol Clube, coisa da qual não me arrependo, obtive alegrias incontestáveis e também lamurias irreparáveis, fui e ainda sou torcedor do SPFC, mas hoje sou torcedor também, e cada dia mais, do Santa Cruz Futebol Clube, um clube que assim como praticamente todos os outros de sua região foi vítima incontestável das arbitrariedades da CBF, instituição essa que deveria legitimar o futebol brasileiro enquanto decente e vencedor. É um jogo de interesses sem fim, de interesses financeiros, de interesses que ultrapassam imensamente as relações esportivas existentes em qualquer esporte e adentram em um campo estéril de convenções e facilitações. Promove-se de forma meticulosa e arbitrária a obstrução do acesso aos mesmos meios para clubes de origens diferentes, e tudo de forma mascarada na sempre pomposa opinião de uma imprensa de massa conivente e sempre oportunista.
Pois sim, onde eu morava não sabia que sequer existiam clubes de futebol em PE, parece piada, mas é realidade, no inicio da década de 90 eu sabia de cor e salteado os planteis de São Paulo, Corinthians, Flamengo, Fluminense, e todos os grandes desse eixo, era o que era transmitido pela famigerada Rede Globo. Depois de muito foi que vim a conhecer os clubes pernambucanos, Sport, Náutico e Santa Cruz. Escolhi assim como todos, influenciado por alguém, hoje visto a camisa do Mais Querido com orgulho, mas ainda sem toda a paixão velada pelo SPFC – enfim o foco que quero dar é outro.
A porra da bronca toda é que, quanto mais conhecemos os clubes do Sul esquecemos dos daqui, e isso sim é um baita PROBLEMA, para além de todas as diferenças os dirigentes daqui ainda não entenderam de COMO fazer futebol, salvo a exceção de raras figuras do futebol pernambucano e baiano, por exemplo quero citar aqui o ex-diretor de futebol do Sport Recife, Homero Lacerda, que sabia que muitos campeonatos se ganham é fora de campo, blindando jogadores, evitando roubalheira. Esse tipo de pensamento, quando ausente, leva ao ostracismo dos clubes do Norte, ficando sempre desunidos, retrógrados e mesquinhos, não reconhecer o título nacional de 1987 pro Sport-PE é uma vergonha, a rivalidade dos torcedores não pode se estender às diretorias, brigar contra a palhaçada sulista é dever de cada clube daqui, e da Bahia, cito esses dois Estados pois são os que devem encabeçar esse levante, pois são os 5 maiores do Norte desse país. Somos Grandes, Lembremos disso.
Abraços. H. Mason
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Do you wanna dance?
Quantas foram as vezes que me frustrei frente a essa pergunta clássica? INCONTÁVEIS. Puta que pariu, toda a minha adolescência, em todas as festas só tocava a porra de música que nenhum pretenso rockeiro gostaria - samba, pagode, forro e brega - como eu ia dançar? Não havia então possibilidades de sociabilização da minha humilde pessoa, isso me fudia, mas eu não estava nem aí, tinha minhas calças rasgadas no joelho, vez ou outra um moicano na cabeça, não esses moicanos de viadinho não, coisa de hoje, moicano punk mesmo, raspadão na zero, vovó Cema PIRAVA geral, mas no fim das contas eu dava um jeito e usava...ahhh e é claro as camisas pretas de bandas não podiam faltar. Antes que eu me esqueça além dos itens eu tinha grandes amigos que também não estavam nem aí pra dança, porque eu iria me incomodar com tal fato, não tinha motivos.
Só que passados os anos, passadas as várias fases da minha breve existência, surge uma oportunidade, algo que nunca tinha experimentado, um convite pra fazer aula de dança, é nesse célebre momento que do alto dos meus 1,82 de altura pensei um sonoro FUDEU. Nobres leitores, o que porra vai fazer um cabra totalmente duro, sem ritmo e desengonçado em uma dança de salão? Aprender porra, aprender. Você não se torna o Michael Jackson fazendo o moonwalker ou muito menos um mega dançarino de última hora, mas garanto, jamais ficaras estatalado quando alguma guria quiser dançar contigo.
O melhor é que aliado a sua nova capacidade motora, já que quando tiver uma oportunidade você vai, indubitavelmente, querer mostrar que nesse campo do saber humano não é mais um zero a esquerda, vem também todas as possíveis cogitações dos seus amigos felás...
1º Virou viado! Essa é foda, porque eu também usava...
2º Tas comendo quem? Eu também usava...
3º Esse interesse tem mulher por trás, logo estas querendo comer quem? Eu também usava...
Concluindo que - primeiro, não, não virei viado, não tem nada a ver, mas é claro que eu só posso falar por mim; segundo, também não to comendo ninguém, e terceiro, sempre alguém nessa porra de vida está querendo comer alguém, mas aprender a dançar é um método demorado demais se sua intenção é só essa, se for, aconselho você a, pelo menos, criar vergonha na cara e chamar ela pra sair, porque sinceramente depender da dança pra isso é muito down e desprezível. Ah... continuo ouvindo meu rock, só que agora, também danço =P
Abraços, H. Mason
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Brincar de Falar a Verdade - O 8º Mandamento
Parte do texto abaixo já foi publicado enquanto nota no facebook, mas decidi por iniciar esse blog partindo desse ato que tanto incomoda a mim, e a esmagadora maioria de pessoas que convivo, até aqueles que mentem não gostam de ser enganados.
Como provavelmente todos sabem, não sou católico, creio na existência de um ser superior, ao qual a maioria chama de Deus, outros Allah e talz, não vim discutir nesse post religião, tão pouco os dez mandamentos bíblicos. Bem, se ninguém se deu ao trabalho de saber qual é o mandamento em questão eu esclareço "Não levantar falsos testemunhos" ESSE é o mandamento.
Sim, jovens guerreiros e guerreiras do século XXI, é cada vez mais cotidiano o uso infame da mentira, e o melhor??? Quase sempre elas saem das pessoas que mais confiamos, sejam elas ditas amigas ou namorados ou familiares, o intuito ? Os mais variados, enganar pra se dar bem é o mais comum, pra trair, confabular, destruir, se existem mentiras positivas não conheço.
Não entendo como existem em nossa maravilhosa humanidade pessoas que mentem simplesmente pelo ato repetitivo de propagar inverdades, com um intuito nada interessante por sinal, não se cresce em mentiras, diminui-se, não se constrói, projeta-se a própria cova, tornar-se-á ridículo aos olhos de todos no ato célebre do desmascaramento. Esse por sinal é o momento mais sublime de toda mentira, quando sem saída e repleta de provas contrárias a sua existência a mesma é bombástica ou tranquilamente desfeita em milhares de pedaços sendo em conseqüência seguida de um silencio mórbido, um silencio fúnebre de quem não tem mais como esconder a verdade.
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Felizmente conheço poucas pessoas que agem com tal artifício, mas me surpreendo sempre que penso já ter presenciado tudo de fértil e ao mesmo tempo improdutivo que pode brotar de uma mente desejosa de atenção e de projeção, porém isso não se conquista com os atos nocivos, não sai incólume a tamanhos despautérios, cedo ou tarde, as cortinas de fecham e o espetáculo cessa, aí, nesse ponto, estarás despido de tuas majestosas e infantis falácias.Abração, H. Mason... é tudo na mente...
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