domingo, 2 de dezembro de 2012

Professor, ser ou não ser?




Logo quando passei no vestibular pra História sabia as dificuldades que iria enfrentar, sabia que os salários não compensariam, sabia que teria vários tipos de stress cotidianamente, que não ficaria rico dando aula, mas então porque não parar de dar aula simplesmente?

            Seria muito fácil pegar o “canudo” e me desvencilhar dos grilhões enferrujados de um sistema educacional que prima no setor privado pelo dinheiro e no público pelos números, seria sim, literalmente fácil, arrumar qualquer outro emprego, qualquer outra coisa, mas será que eu, um dia em toda minha vida, receberia a gratidão de pessoas que mal me conhecem da forma como já recebi desde de 2007? 

Sim, eu exemplifico, receber no seu primeiro ano em sala de aula, dando aula de inglês pra o 2º ano do fundamental I, um bilhetinho escrito “Eu te amo tio, o senhor é o melhor tio do mundo”, ou abrir um pré-vestibular gratuito e ver que contra todas as expectativas seus alunos vingaram, não porque você era o professor, mas porque você lhes deu apoio e confiança, despertou neles a vontade de potencia necessária para superarem seus obstáculos, em todos os campos da vida, ver esse sorriso estampado na cara dessas alunas e desses alunos que hoje já estão a beira de se transformarem em colegas de profissão é algo imensuravelmente ÚNICO.



O prazer que recebo dando aula não tem comparação com o conhecimento que tento transmitir, que tento mediar, a conexão que tentamos estabelecer é a parte menor de toda a relação, e tenham a plena convicção que no final das contas nosso pagamento é o sucesso daqueles que nos confiaram uma pequena parte do seu tempo para nos ouvir.


Abraços, H. Mason

domingo, 7 de outubro de 2012

ÊÊ Cambada... Tem gente rindo a toa...




Nobres leitores, estou por aqui pra comentarmos em primeiro, ou melhor, para eu expressar minha modesta opinião sobre as eleições em Recife e Jaboatão. EU JÁ SABIA!!! Não é por nada não, mas tava na cara né?

Se fosse pra esse preto que vos fala ganhar dinheiro como a mãe Diná ele estaria rico viu?! É simples meu povo, no Recife depois de 12 anos no poder o PT conseguiu plantar uma bomba nos seus alicerces e lançar em campanha um cara que, sinceramente, nunca foi bem aceito pela população recifense, desde a história da CPI dos sanguessugas, ou dos vampiros, sei lá, mesmo que o Humberto tenha sido inocentado a popularidade dele nunca foi grande coisa pra adversário nenhum o temer, e os petistas sabem bem disso, e o Daniel... ahhh o Daniel... teleférico Daniel? Fudeu né? Velho... desce desse lugar que tu achas que existe, Bogotá é? Na próxima oferece as FARC também quem sabe cola melhor... Mendonça é totalmente no sense fala sério... e o ilustríssimo Geraldo, foi o Geraldo ué!!! Pra quem não era conhecido popularmente pegou uma baita carona nos olhos azuis de Eduardo “Vader” Campos e atropelou, não teve propostas de destaque, limitou-se a dizer que vai dar ao Recife um pouco do que o PSB dá a Pernambuco, ou seja, cuidado nas passeatas contra aumento de passagens pessoal... 


Já na minha querida Jaboatão, Elias e seu PSDB foram imbatíveis com mais de 62% dos votos, mas aqui tivemos uma boa quantidade de nulos e brancos, alem de mais de 60.000 abstenções, acorde Elias, Jaboatão está cansando, mas ainda não foi o suficiente, a proposta dele de dobrar os postos do Saude da Familia caiu bem, em uma população carente, o pastorzinho nojento ainda levou uns 80 mil votos e meu candidato do PSOL, César Ramos ficou lá atrás, mas foi sua primeira eleição, foi pouco divulgada e entrou na disputa por um partido sem expressão, e aqui em Jaboatão ou se está coligado com PT/PSDB ou a situação triplica em dificuldade... 


Enfim, não foi como eu queria, nosso processo eleitoral ainda é extremamente injusto, porra, acabei de ver o Edilson Silva receber 13.000 (TREZE MIL) votos, ser o terceiro mais votado e não ser eleito vereador no recife, ta brincando ne... Mas vamos lá, votem no PSDB assumidamente como meu querida Diego Chaves ou no PSTU como o nobre Tiago de Melo Gomes, mas vote.

Abraços, H. Mason 


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eu, que não sei quase nada de política (2)


Ainda no embalo das eleições temos a segunda parte do texto de Tracy acerca das eleições em sua cidade, criticas que bem sabemos podem ser aplicadas a qualquer uma de nossas cidades. APROVEITEM, porque estou pagando caro ao Bombas de Cereja pra me cederem uma de suas editoras-chefe.


A última moda eleitoral em Camaragibe é candidato lendo textos pré-escritos em carros de som falando que “não vai fazer promessa” (já fazendo), e sim, mostrar serviço.

Não vou nem comentar os jingles. Temos 3 candidatos a prefeitura e todos, TODOS, tem jingles (bem de mal gosto, a propósito) falando sobre como Camaragibe vai mudar e se transformar na Terra Média pós Guerra do Anel. Tomei a liberdade de transcrever os trechos de alguns, já que eu sei de cor graças à osmose repentina que musiquinha de candidato provoca em seres humanos (não citarei nomes, todo bom cidadão camaragibense saberá inevitavelmente de quem eu tou falando):
-Fulano é XX, fulano é pra mudar...
-Fulano, XX, é mudança de verdade!
- Vamos votar, votar pra mudar...


... E Camaragibe mudar que é bom, nada! Não preciso nem comentar no discurso voltado para educação, saúde, emprego, moradia, paz, amor, harmonia e prosperidade que tem no restante das letras porquê isso seria insultar a inteligência do leitor. O grande fato é que a candidata do primeiro jingle foi vice prefeita por 8 anos do governo que mais roubou os cofres públicos de nossa cidade; O do segundo ninguém sabe de onde saiu, sequer que existia antes das eleições passadas (na qual ele deu algumas aparecidas apoiando candidatos e, obviamente, acostumando a população ao seu nome e sua cara). O terceiro tem o apoio do mesmo ex prefeito que afanou a mão no dinheiro público e do governador de Pernambuco que, por sinal, não tem a simpatia de quem conhece bem a situação educacional do estado. Aí eu lhes pergunto, Vossas Excelências: poluir meus olhos e meus ouvidos pra quê? Ainda tem quem fale que eu devia mesmo era olhar as propostas, ler fanpages no Facebook e num sei o que mais. Na boa? Não sou das que ficam em beira de palanque (que é o único lugar onde, possivelmente, pode-se ouvir algo que não seja jingle) adorando um cidadão que tem tantos direitos e deveres quanto eu, e não é superior a mim. 


Acho que, mais do que votar diferente, Camaragibe tá precisando votar nulo. Anular toda essa politicagem porta-a-porta; essa poluição sonora; essa escravização massiva de eleitores que veem nas eleições uma oportunidade de balançar uma bandeira e ganhar uma grana; esses fogos de artifício que assustam meus cães; essas placas nas calçadas que me impedem de ir e vir (direito assegurado pela Constituição e pelos Direitos Humanos); essa subestimação e falta de respeito dos partidos políticos e seus candidatos que, pressupondo que o povo é burro, repete a mesma ladainha de 4 em 4 anos; e, por fim,  parar com essa história de que candidato a prefeito é amigo do povo! Candidato não tem que ser meu amigo, ele tem que ser meu prefeito! Tem que resolver os problemas do lugar que eu moro, mostrar competência e serviço, e não comprar meu voto com dentadura, ambulância e ônibus sucateado e sem nenhuma condição de segurança transportando estudantes!

Ainda tem os candidatos a vereador que, esse ano resolveram inovar nas campanhas introduzindo ritmos populares como Brega das Novinhas e Axé/Swingueira ao invés das tradicionais caminhadas onde se apertavam as mãos da população... Mas isso é assunto pra outros posts.


Ps: Senhores Candidatos, Deus não faz parte de nenhum partido político e tampouco apoia o que vocês fazem, tenham um pouco de respeito pela crença dos outros.

Beijos sabor Cereja, Tracy Whitney

Abraços, H. Mason




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu, que não sei quase nada de política... (1)


Meus queridos leitores, estamos sumidos,  mas não nos esquecemos em momento algum de vocês, tive uma grata surpresa em saber que uma nobre amiga escreveu um texto e quis compartilhá-lo aqui no nosso Tudo na Mente, de forma tal que deixo com vocês o texto em sua parte 1 de 2 de Tracy Whitney do blog Bombas de Cereja, parceiro do Tudo na Mente. Aproveitem!!!


Nunca fui rata de palanque, nem nunca balancei bandeira de político (ainda bem, em tempos de aquecimento global aquilo ali é uma insolação certa!). Mas sempre procurei entender como funciona a política (ou melhor, politicagem) que acontece no meu país e votar, na medida do possível, de maneira consciente, analisando os candidatos mais como CANDIDATOS que como pratos disponíveis no cardápio de um restaurante barato.



Sou cidadã (do latim original civis, que significa habitante da cidade) de Camaragibe, região metropolitana do Recife. Cidade de tradições indígenas (à qual pouquíssimas pessoas conhecem) e cuja grande maioria da população trabalha fora. Aqui não se tem, de fato, muito o que fazer: os empregos se restrigem ao comércio; a cultura, à invasão dos MC’s, os bordéis, os bares pega-bêbo e às praças tomadas por drogados (motivo pelo qual eu nunca, em 22 anos de residência, fui pra balada por aqui); as escolas ou são extremamente boas (na maioria dos casos, particulares) ou extremamente ruins (incluindo, claro, as municipais); e a política...POBRE DO ARISTÓTELES!



Como toda cidade “pequena” (apesar de Camaragibe possuir cerca de 55.083 Km² e 145.676 habitantes segundo o IBGE/2011), a política aqui se faz de maneira bem peculiar, pra não dizer coronelista: candidatos comprando votos, afanando o número dos títulos de eleitores (voto do cabresto), fazendo carreatas e passeatas da vitória (entupindo o trânsito, e ainda vejo gente abrir a boca dizendo que UMAS HORINHAS DE TRÂNSITO NÃO VAI MATAR NINGUÉM), boca de urna, propaganda irregular, poluição áudio-visual... é tanta porcaria que seria necessário fazer um post aparte só pra desabafar o quanto isso aqui em época de eleição parece o inferno durante a II Guerra Mundial. Mas o foco desse texto é o discurso lindo, maravilhoso e cor de rosa sobre “mudar Camaragibe e trazer mais educação, empregos, esporte, cultura, etc, etc...”. A última moda eleitoral em Camaragibe é candidato lendo textos pré-escritos em carros de som falando que “não vai fazer promessa” (já fazendo), e sim, mostrar serviço.

Beijos, Tracy Whitney

Abraços, H. Mason


sábado, 18 de agosto de 2012

Hoje tem Marmelada?


Meus queridos alguém aqui já se perguntou como é que chegamos ao nível de banalidade que aflige nossa sociedade atualmente? Se sim, seja bem vindo ao meu mundo, já que tem um bom tempo que me pergunto como é que um ato aparentemente tão cruel como privar outra pessoa da vida virou algo cotidiano e tão banal... Ou simplesmente passar a reverenciar ídolos que não tem nada a nos fornecer além de muita putaria no quengo? Esse é o Tudo na Mente colocando em xeque a nossa sociedade, a sociedade do espetáculo.

Faz tempo, mas não muito, que era motivo imprescindível para privar um ser humano de sua liberdade o ato escandaloso de andar bêbado mundo afora, em meados do século XX isso era extremamente comum, hoje dispara-se com as queridas armas de fogo “a torta e a direita” e nada acontece; temos uma sociedade que parece ser cada vez mais propensa a aceitar tudo que lhe é jogado na cara de forma passiva e tranqüila, não que eu seja um propenso revolucionário, na realidade é bem ao contrário, mas no mínimo eu tento enxergar a quantidade gigantesca de bosta midiática que me cerca.



Quando eu sempre via as meninas e mulheres se engalfinhando por um cantor que nem bonito era, mas falava umas palavras "legais", sempre achei muito normal, não pelo fato de serem mulheres e sim porque existe na realidade algo na imagem do “ídolo” que transcende o racional, mas me desculpem a sinceridade, e ESSA imagem aqui embaixo?


Isso é ridículo, um monte de macho véi, se cotovelando pela bunda da mulher melancia? Aí eu estilei, sério, foi pesado demais pra mim...


Bem, de forma geral, o que acho que falta pra todos nós é um tiquinho mais de bom senso, as pessoas tem dado crédito demais a discursos recheados de nada e se esquecido bastante de serem pessoas melhores, temos muito Pedro Bial e pouco Renato Russo.

Abraços, H. Mason

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

É simples se comunicar, não é?

"Já dizia minha vozinha, o que ouviu de Abelardo Barbosa: Quem não se comunica, se trumbica."

Nos dias atuais a comunicação chega ao seu clímax, onde tudo é veículo que expressa alguma idéia, mensagem ou história. Mas o mais importante da comunicação muitas vezes não acontece: O terceiro passo para que haja a comunicação propriamente dita, um receptor que entenda o que se diz na mensagem.



Agora: Por que, depois de tantos anos com tanta evolução, as pessoas não conseguem ter um meio ou vários meios de comunicação eficientes? O que está errado afinal: O emissor, o meio pelo qual enviamos a mensagem...ou o receptor?

Vale a pena refletir.



Fuja do senso comum. Pense. Questione. Seja um bom receptor. E lembre-se: Seja responsável pelo que fala independente do que as pessoas entendam.

Pri

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Mudanças



Querid@s leitores, como foi perceptível o Tudo Na Mente ficou off um tempinho, mas foi além de tudo, por questões de trabalho.

Esse é um texto diferente totalmente do outros,  pois tem um motivo mais que especial de sê-lo. 

Como nosso relacionamento aqui é bem sincero meu povo, o motivo desse post é nada mais nada menos para que eu possa apresentar a vocês um alguém importante nessa jornada, que sempre debateu temas interessantes e bobos comigo, porque nem só de intelectualidade vive o ser humano que aqui vos fala, um alguém que tem uma perspectiva acadêmica totalmente diferente da minha, que é de outra área do saber, mas que como todo ser pensante, vaga por nossas questões cotidianas e tenta possibilitar reflexões acerca de tais questões.

Estudante de Educação Física e de Fisioterapia, minha nova companheira de postagens. Pri.

Recebam-na com as mesmas boas intenções de leitura, e promovam as críticas necessárias para que sempre o Tudo na Mente possa falar o que vocês querem e também aquilo que receiam discutir. 

Abraços, H. Mason

segunda-feira, 2 de julho de 2012

(Eco-92) (Rio+20) e você, faz o quê mesmo?



Enquanto todos postam na internet textos recheados de poder argumentativo contra todas a gigantescas empresas que assolam o mundo, contra a exploração do trabalho e contra a destruição do espaço natural que AINDA existe mundo afora eu me peguei pensando, e resolvi compartilhar com vocês.

Porquê é que temos que esperar por eventos como a Eco 92 ou a Rio +20 para acharmos que tem algo que precisa ser feito? A resposta é simples, NÃO PRECISAMOS ESPERAR. Eu não estou aqui querendo bancar o hipócrita dizendo que ninguém questiona o nosso modo de vida, questionam sim, muitos, até mais do que eu pensava visto a demência crítica que assola nosso mundo, e mais precisamente nosso país. 



As pessoas não entendem que esses movimentos de engravatados só existem para fornecer o que chamo de “RESPOSTA MIDIÁTICA” para todos aqueles que simplesmente assistem tudo que se passa a sua volta. Faça um favor a todos que te cercam, faça um favor a você mesmo, se não é de seu interesse preservar, pelo menos não contribua tanto de forma negativa.


O mundo em peso está acostumado a esperar a solução que vem dos outros, a esperar que alguém faça, esquecendo-se que os outros, assim como aqueles que esperam, também possuem incontáveis afazeres, incontáveis responsabilidades, sem querer medir o papel social que cada um tem chego a um denominador comum, ao meu consenso, que é muito simples... Faça você mesmo, sem esperar por auxilio, sem esperar por cordialidades ou muito menos compreensão, as pessoas vivem a esperar, e esperam tanto que acreditam que você também há de esperar.

Abraços, H. Mason.




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nós somos Racionais!!! ?



Bem nobres leitores depois das queridas avaliações da segunda unidade, é... eu também trabalho, estou de volta com o Tudo na Mente pra comentar com vocês algo que sempre me incomodou, sendo tema de várias, incontáveis mesmo, conversas com amigos e até desconhecidos em geral. Somos tidos, por nós mesmos - é claro - como seres inteligentes, máquinas perfeitas, para os religiosos, construídos à imagem e semelhança do Pai Celestial... se for assim o Pai Celestial é o tremendo de um féla sem coração. 


CALMA CALMA NÃO PRIEMOS CÂNICO!!!!!



O porquê dessa afirmação tão ofensiva ante uns? SIMPLES. Como é que a humanidade, se é que esse termo é correto para tantos, se autoproclama racional quando ser racional implica pensar e agir com consciência plena em um mundo em que raros são aqueles que se prestam a proteger e cuidar daqueles que são teoricamente irracionais? SIM, esse alarde todo é por causa dos estimados, para uns, seres tidos como animais.



Mas, PERA AE!!!! Também somos animais, e deixa eu te dizer um segredo, não somos tão diferentes deles não, diria que se me permitirem adentrar em um mundo de maniqueísmo o ser humano é mau mesmo, não tem essa de Rosseau que diz que “o homem é bom por natureza, a sociedade que o corrompe” UMA OVA. O homem simplesmente não está nem aí para os animais que o cercam, sendo ele um animal, o mais feroz de todos, que sequer tem a noção de, em caso de não ser afeiçoado, respeitar no mínimo a integridade dos “irracionais”.


É triste ser humano quando não se vê humanidade naqueles que se dizem humanos.


Abraços, H. Mason



domingo, 10 de junho de 2012

Reggae: Música de Maconheiro?


Me peguei, em plena noite de sábado, à meia noite e meia ouvindo Bob Marley... Não consegui pensar em outra coisa que não fosse simplesmente escrever um tiquinho sobre esse setor de nossa existência. Por acaso é premissa pra quem escuta reggae ser consumidor de canabis sativa? 



Se tomarmos como verdade a assertiva que afirmaria com veemência, SIM, é prerrogativa, então temos que acreditar que sem sombra de dúvidas todo roqueiro é satânico, que todo sambista é malandro, que todo pagodeiro só escuta porcaria, que todo bregueiro é pedófilo...Acho que somos mais inteligentes do que esse tipo de coisa, TODA generalização é burra e falha.

                                



Sabemos que não é assim, sabemos que comumente somos surpreendidos por atos inimagináveis daqueles que são urnas perfeitas nas quais depositamos nossos votos mais secretos de confiança e de esmero. Já faz um tempo que escuto Bob Marley, Edson Gomes, entre outros, não conheço muito toda a vastidão do mundo do reggae, e nem quero, estou satisfeitíssimo com a mensagem que chegou até mim. Existem várias bandas, vários artistas que ajudam a propagar o reggae, mas nenhum JAMAIS vai alcançar a amplitude do Bob.


Para quem gosta do velho Marley sabe que se encontra uma paz fenomenal em suas melodias, que suas letras falam de amor, de respeito, de solidariedade, de LIBERDADE, pra você ser o que você quiser, pra você SER, enfim. Então, que tal. você irá ajudar-me a cantar essas canções da liberdade?





Abraços, H. Mason.

domingo, 27 de maio de 2012

Ser Direto, vale a pena?



Mancebos e donzelas que acompanham este blog, espontaneamente ou que se vêem obrigados pelas minhas marcações, quero conversar acerca de algo que me aflige e que tenho certeza indubitável que aflige outros homens também, o nobre desejo feminino de que o cara seja direto, e quando este o é, o que ele escuta? Você é muito DIRETO.

Sinceramente, que porra é essa?  Ou é 8 ou é 80, dá pra ser ou está difícil? Quando o cidadão é um cachorro querendo cagar é porque é sem atitude, sem pegada, quando o chega junto, ele é direto demais, aí enfraquece a amizade. Principalmente porque a maioria das gurias não percebem que o mundo masculino existe em torno de imensos e complexos dilemas emocionais, ao contrário do que vocês pensam, queridas, o carinha também se fode, principalmente se ele, em tese, é decente.

Como assim o carinha se ferra? É. SE FERRA!!! Porque até ele criar coragem e chegar lá, ele já analisou todas as probabilidades possíveis de um não e de um sim, alem das variantes terríveis da situação “sou tua amiga, te dou toda corda do mundo, mas se você se pendurar na corda cai um sino com badalo e tudo no seu quengo”. Joguem limpo cacete.

Isso é mais uma criticazinha do que uma explanação, mas fazer o que né? De vez em quando esses acessos de fúria tomam conta do meu ser e se tornam mais evidentes ainda, o que não podemos deixar de lado é que isso que acabo de escrever é a mais pura realidade.


Abraços, H. Mason

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Música Clássica é Coisa de Velho



Esta postagem será um tiquinho diferente das outras, de toda forma espero que gostem.

Esse é um assunto que julgo deveras interessante meus queridos, não somente por ser algo que sempre tive um gosto inestimável, mas também porque cresci me sentindo uma exceção musical, já que desde cedo apreciava esse estilo maravilhosamente desenvolvido por algumas das maiores mentes musicais desse mundo. Então que tal música clássica brasileiríssima com Heitor Villa Lobos? 


Mas afinal de contas, música clássica é sinal de que você é mais velho que os demais? Se for assim então devemos atribuir uma sequência de “idades musicais” a todos os estilos? Talvez devamos posicionar o nosso tão querido e inestimável brega dos Mc’s na idade da pornografia moderna, e o sertanejo antigo junto à idade das coroas solteironas? Música não tem idade. Então tome Richard Wagner com a Cavalgada das Valquírias.


 Música é nada mais do que a melhor expressão artística, pois onde você estiver ela lhe alcança, e a música clássica em si tem algo que todas as outras não tem, um poder intrínseco de metamorfosear-se de tantas formas, entrelaçada em tantos outros estilos musicais que quando nos apercebemos estamos a ouvir suas variações mais memoráveis. Então meus inestimáveis, decidi brindá-los com a música que me fez apaixonar-me pelos clássicos, curtam e aproveitem essa obra prima do compositor italiano Gioachino Rossini e imortalizada pela Walt Disney.




Abraços Musicados, H. Mason.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Anencefalia, e aí?


Acho que todos que me conhecem sabem que evito ao máximo opinar quando as discussões públicas estão no seu ápice, e isso não é só nos temas polêmicos como esse que vamos ruminar aqui hoje, é com tudo, com um filme que foi lançado e foi – ou não – sucesso de critica, com um jogo polêmico, com uma roubalheira política – extremamente comum em nosso país – entre tantas outras coisas. Faço isso porque acho conveniente para eu analisar de uma determinada distancia saudável tais fatos do nosso cotidiano.


Então, antes de tudo, o que vem a ser a Anencefalia? Mesmo o termo anencéfalo significando sem cérebro, o feto portador não é totalmente isento de formação cerebral, isso varia bastante, não podendo ser aplicado as máximas “tudo ou nada”, o que ocorre é que é, na realidade, uma má-formação do tubo neural, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, ou seja faltam partes do cérebro e, consequentemente, da parte de cima do crânio.

Acompanho o debate acerca dos anencéfalos desde 2007, vi, chocado, naquele ano uma matéria e acompanhei o tramite judicial por meio da internet e de um amigo que fez uma busca incessante em torno do caso de uma moça que pretendia fazer o aborto logo que foi detectado a anencefalia recorrendo para tal  à justiça, mas graças a postura irredutível de um padre-advogado que alegou habeas corpus para o feto, o caso ficou em tramitação até a criança nascer e morrer com menos de 2 horas de nascida.


Digo logo, se tem um discurso que não me comove é o discurso religioso, portanto nem percam tempo tentando justificar por meio de vontade divina ou qualquer outra coisa do gênero, quer argumentar, faça-o de forma que me importe, porque não vejo motivo, razão ou circunstancia que deva obrigar uma mãe a passar por 9 meses de gestação e não ter o direito de gozar da maternidade em sua plena existência, só as mulheres sabem disso, nós só podemos cogitar o que é, nunca saberemos de verdade, porque a elas é dada possibilidade de trazer ao mundo um filho, de carregá-lo em seu ventre.


Tenho amigos que foram plenamente contra a decisão do STF porque de acordo com eles, a decisão abre precedente para outros casos, eu já penso o contrário, a decisão foi extremamente importante porque dá o direito a quem ele deve ser dado, a Mãe, CACETE, é ela que vai carregar a criança, e não por natureza humana e sim porque é ela quem tem de decidir se carregar um filho só pra ter a dor de vê-lo nascer tão somente pra vê-lo morrer em tais circunstancias, a esse nível de impotência. Eu escolhi meu lado, dessa vez não fique em cima do muro.

Abraços, H. Mason 


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Revoltadinhos da Pós-Modernidade



Nobres leitores, de volta a ativa o Tudo na Mente está com um tema um tanto corriqueiro em nossas vidas, os GRANDES revoltados do mundo pós-moderno: Os Compartilhadores de Imagens e Mensagens. SIM jovens padawans, esses seres estão para nossas vidas assim como os carrapatos estão para os nossos estimados cães, e porque eu digo isso? Simples, porque eles apenas sugam, vivem a sugar a vitalidade e a organização de qualquer evento contra a corrupção ou contra uma ofensiva clara e direta ante os crimes existentes em nosso país.

Vamos lá, todos que me lêem têm Facebook, Orkut, ou qualquer outra rede social, além é claro de geralmente acessar pelo menos 1 grande site de noticias que não é exemplo para nada, mas mesmo você sabendo entra nele, e sabe que se negar seu histórico de navegação – do Chrome, do Explorer ou do Mozilla – lhe entrega. Pois bem, o Facebook trouxe além de uma serie de benefícios para quem estava entediado com o Orkut uma das novas pragas da humanidade, aquelas pessoas que são TÃO, MAS TÃO revoltadas que quando elas se enchem de revolta por um ato corrupto elas vão lá, entram no seu perfil do facebook, procuram avidamente um link e COMPARTILHAM o mesmo, revestidos é claro de toda uma revolta falsamente exercida.


Se isso fosse acompanhado de uma participação em um protesto, seja ele qual fosse, seja acompanhada de uma atitude de formiguinha no seu dia-a-dia, mas não, nem isso, o que chamo aqui de atitude de formiguinha é você fazer o seu papel, não furando filas, não comprando de cambistas, não pagando “toco” toda vez que é pego numa blitz, principalmente quando é você que está errado, esse tipo de atitude legitima todas as grandes falcatruas de nossa famigerada política nacional.

Geralmente essas pessoas têm um argumento em sua defesa que é “as revoltas no mundo árabe começaram a partir de organização pelas redes sociais”, JOVEM ANIMAL, essas manifestações não existiram por causa das redes sociais, elas existiram porque as populações envolvidas, os sujeitos agentes de seu tempo entenderam e conseguiram se fazer compreendidos pela população em geral que era chegada hora de uma mudança, que em tese, seria para o bem do povo daqueles países, a Primavera Árabe não aconteceu porque um babaca compartilhou um link, mas porque um povo COMPARTILHOU UMA IDEIA.


Abraços, H. Mason. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Poderosa Sétima-Arte



Desde que me entendo por gente sou um apaixonado por cinema, sob todas as perspectivas, independente do gênero da película me agrada muito estar numa sala de exibição ou na frente do PC ou da TV, tendo um momento único de devoção com algo de qualidade a ser exibido, pena que nem sempre isso é possível.

            Deparamos-nos constantemente com uma enxurrada de filmes, a cada semana uma quantidade inominável de estréias permeia os cinemas mundo afora, mas nós aqui do nosso mundo perdido das terras tupiniquins temos acesso a uma parcela reduzida deles por meio da indústria da telona, são escolhidos a dedo os filmes que ELES decidem que NOS interessam, e mesmo assim boa parte da negada jura que quem escolhe o filme que vê no cinema ali ao lado de casa ou no Shopping Center de sua preferência é ele mesmo.

 Quem tem acesso à grande rede sabe que existe uma vasta produção cinematográfica que suplanta em centenas a quantidade de filmes lançados semanalmente mundo afora e que chegam ao nosso conhecimento de forma pública, boa parte dos quais seriam de SEU INTERESSE, mas não nos chegam sequer noticias, cabendo a nós mesmos buscá-los por meio do famigerado Orkut e de sites de compartilhamento de arquivos. Incrivelmente os filmes nacionais são gigantescos reféns da prática atual; quando temos conhecimento do lançamento de algum filme nacional pode ter certeza que se tem alguém que o patrocina é a “hiperquerida” Globo.



Como resolver isso? Se informe. Busque os temas de seu interesse, boa parte deles pode ter um filme acerca, e um conselho deste preto que vos fala? As produções americanas dão show de efeitos especiais, mas é nas produções não-americanas que temos uma qualidade mais que estupenda, INDESCRITIVEL. Assisto muito mais filmes americanos do que outras produções, mas é lasca achar os outros, não é todo mundo que tem, e muitos dos que têm não disponibilizam...De toda forma, americano, brasileiro, europeu ou asiático, escolha a película e se divirta.



Abraços, H. Mason 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Danousse, e se Atlântida existisse?



Esse texto é a abertura de uma série sobre curiosidades do nosso mundo que simplesmente eu só tive acesso através de conversas com meus pares ou por obras do acaso.

Pra inicio de conversa teríamos que admitir que se a existência de Atlântida não fosse apenas um conto bonitinho não seriamos tão inteligentes quanto julgamos ser, ou que na menor das hipóteses existe toda uma rede de conspiração que impediria a divulgação de tais fatos, parece piada, mas existe gente mais propensa a acreditar que Cabral deu de cara com as terras tupiniquins por acaso do que admitir sequer a possibilidade de civilizações infinitamente mais antigas e desenvolvidas que as atuais, o que de certa forma acarretaria na admissão do regresso cientifico humano, tenham existido.


O conhecimento histórico foi determinado durante a maior parte de seu tempo por quem vence as batalhas e por quem governa, há pouco tempo começaram a tentar enxergar os outros lados do triângulo, sim triângulo, porque nem sempre os lados da historia são iguais, pelo contrário são inequivocadamente distintos. Basta apenas que nos deparemos com um fato extremamente simples como por exemplo os nossos queridos marcos de divisão das “idades” históricas como a antiga, a média, a moderna e a contemporânea, essa divisão  bonitinha e certinha não agrada a todos, mas quase todos concordam com uma coisa, as sociedades humanas mais antigas, dignas de relatos históricos efetivos, e sobre as quais se desvelam imensos e incontáveis textos aparecem junto com o desenvolvimento da escrita, feito esse atrelado aos sumérios lá pelos idos de 4.000 a.C. 

Deixa ver se eu entendi certinho, se houve alguma civilização descente, digna de reconhecimento ela ocorreu no máximo a quatro mil e pouquinhos anos antes do nazareno certo? Certo... ERRADO. Isso é o que dizem os quadrados historiadores que vêem a história como um reflexo apenas daquilo que se pensa por meio de uma história produzida sob o viés tradicional, relegar todas as produções líticas, culturais e "pré-históricas" anteriores a essa datação a um pensamento digno de esquecimento é estranho e, no meu modo de ver, grosseiro de pensar a nossa história.


O que mais me intriga é porque os achados que podem ter alguma relevância para a sociedade mundial no âmbito de sua vida pregressa deve ficar confinado em um mundo de clandestinidade de informação, porque pra mim quando uma informação não é divulgada abertamente ela trafega de forma clandestina, não por ser ilegal, mas por ser repassada através apenas de mitos e lendas, que funcionam como uma forma de mascarar uma novidade, de transformar o real em algo jocoso, hilário e digno de contemplação apenas pelas crianças. Nem todos os mitos são verdade, mas também deixam de ser piada quando as evidências surgem.

Abraços, H. Mason