Queridos
leitores, até então não me recordo sobre ter escrito algo acerca de tema tão aclichesado,
sim eu acabei de inventar uma palavra, tudo isso para tentar começar a escrever
sobre aquele sentimento, que em si você já sabe qual é, que no âmago do seu ser
já tens noção de sobre o quê eu vou discorrer, comentar, expor...
Sim,
é Ele, o Amor, o sentimento que a todos pertence e a ninguém ao mesmo tempo,
porque sem dúvida alguma, o amor só É enquanto é dirigido a outrem, porque amar
a si é imprescindível, mas somente a si não basta.
Em qual será o momento de nossa vida que começamos a achar que o entendemos? Acho que nunca há de chegar tal momento, principalmente porque a beleza dele é exatamente o oposto, o não entendimento, a surpresa, o fugaz poder do desconhecido, que nos arrebata de forma indescritivelmente atroz, mas que faz com que nos reergamos a cada dia como se jamais tivéssemos caído...
Um
sentimento que não evitou guerras, mas promulgou a paz, que não silenciou
ditaduras, mas deu voz a incontáveis corações desolados pela crueza da ataraxia
alheia, que foi e é posto em verso e prosa por poetas e compositores, famosos,
anônimos, dignos de louvor por dizer em poucas palavras o que não tem
explicação.
Nos
versos tristes de Cartola, nas palavras sublimes de Vinicius de Moraes,
imortalizado junto ao rei da jovem guarda, nos termos de Camões para nós
eternizados por Renato Russo, nos versos ainda por muitos desconhecidos de
Wislawa Szymborska, seja em tempos do romantismo inenarrável de outrora ou
quando nos dirigimos de forma simples no verdadeiro, sincero, “eu te amo”, o
amor está para todo ser humano porque todo ser humano em algum momento de sua
existência tem alguém que ama. Ele, o amor, não vê sexo, etnia, religião, Ele
é, simplesmente É.
Abraços, H. Mason

