segunda-feira, 25 de março de 2013

Muito Além do Ser



Pensei sinceramente em quando voltar a escrever para o tudonamente, já que tempo livre é algo que é plenamente ausente de minha existência. Consegui, entretanto me convencer de que já era hora de voltar a brindá-los com as minhas dúvidas e opiniões sobre os mais variados temas, então que tal voltarmos aos nossos debates?

Peguei a minha pessoa questionando junto com alguns discentes a ideia do ser enquanto algo plenamente independente, exterior mesmo à ideia de religião, totalmente liberto de uma perspectiva post-mortem. Se conseguirmos fazê-lo, o que haveremos de encontrar?

Encontrei, ora, pois, algo extremamente vazio e que realmente seria o fundamento do tripé existencialista – angústia, desespero e desamparo – tão bem representado por um quadro do Edward Munch,  O Grito; de forma que quando nos desprendemos totalmente de qualquer perspectiva de um além ficamos tão somente com o hoje, muito mais próximo da ideia de que o homem é enquanto existe fisicamente, sendo tão somente aqui.  Também é devido a isso que é facilmente compreensível o apego humano às religiosidades e às crenças que mesmo não-religiosas propõem uma ligação posterior à existência terrena, proporcionando um motivo maior de dedicação e busca de bons relacionamentos.


A perspectiva de simplesmente desaparecer, não deixando traços quaisquer, perdendo suas memórias e renegando toda sua história não é agradável aos ouvidos de todos, creio que não falei nenhum despautério histórico-filosófico, na realidade, impróprio seria negar algo que está tão às claras, negar que o ser humano é vazio, e quando muito é preenchido de instinto e amor, natural e socialmente impostos, não necessariamente nessa ordem. Mas isso é tema de outro post. 

Abraços, H. Mason