Tinha que ser no 13? Essa pergunta já me fiz várias vezes e apenas prefiro me encontrar na verdade do acaso. Esse ano que está por findar na terça-feira seguinte não vai deixar saudades, pelo menos não pra Eike Batista, que viu um império promissor ruir em questão de meses. Nós brasileiros temos o que comemorar e o que reclamar. Conseguimos, bem ou mal, dar um pequeno ensejo do que pode ser uma revolta popular em busca de melhorias efetivas para uma sociedade; não creio que busquemos anarquismo/comunismo/capitalismo/conservadorismo e todos os outros "ismos", acredito piamente que temos nos pautado cada vez mais pela concretização de um ideal que tem como carro chefe a justiça social, mas o caminho é tortuoso e repleto de pedregulhos, até o batman tupiniquim tem seus esqueletos no armário, e que esqueletos hein Barbosão?
A prévia da Copa do Mundo, a Copa das Confederações trouxe consigo uma massa de discursos bonitinhos e hipócritas, de pessoas que quando abrem a boca só nos proporcionam asco, como Ronaldo e Pelé, mas por outro lado trouxeram a luz uma grande problemática, que inclusive já abordei em outra postagem, a confusão que se fez entre futebol e política. Quem ama o esporte continua gostando do mesmo, o problema é exibir uma "GRANDE COPA" tendo um país fudido socialmente. O problema não está na bola, está no ternos e gravatas que redigem leis que almejam impedir um povo de protestar contra aquilo que lhe prejudica, que lhe machuca, que lhe agride vergonhosa e covardemente.
E por falar em futebol ganhamos da Espanha na final da tal Copa das Confederações, mas o público no estádio não era em momento algum representativo daquilo que é o povo brasileiro. Vimos mais uma vez a vergonha de ter um campeonato decidido fora dos gramados e do Fluminense mais uma vez virar a mesa com uma lei ilegal, contraditória; fruto da má administração dos esportes e da falta de respeito com o público. Ah...teve o Mais Querido, ganhando o tri em cima da coisa e alcançando um título nacional, presenciando a construção do mito CR7 do Arruda, que nem joga mais com a 7, mas fazer o quê? É o mito.
Como esquecer aquilo que é a marca registrada dos homens na terra, onde não vejo outra definição melhor que a coloquial e sagrada fala do personagem Chicó, interpretado por Selton Mello, em o Auto da Compadecida quando ele diz
"Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre."
de todos que se foram, famosos e anônimos, amigos, colegas, ídolos, nenhum vai deixar um vazio tão grande quanto aquela que durante muito tempo se dirigiu a mim como "o irmão que não tive", ah Roberta de Paula, tomar aquele sorvete na Fundaj nunca vai ser a mesma coisa, porque você nos apresentou àquele ritual, a risada, as preocupações, a dedicação, as discussões, tudo será lembrado com carinho, a paixão por Saramago... a trágica partida de Sanae, fruto da irresponsabilidade de um governo hipócrita onde as ações pra melhorar o cotidiano só o pioram... E o que dizer dos queridíssíssímos Dominguinhos e REIginaldo Rossi? Que bom que existem CDs, DVDs e afins, mas ainda bem que consegui presenciar sua arte ao vivo. Enfim, ainda me aparece a morte com sua gadanha medonha tentando levar o mestre e mágico das últimas voltas de F1 da minha adolescência nesse antepenúltimo dia do ano...
Olhe pelo lado positivo, se você está lendo, você ainda não sucumbiu ao 13... Que o 14 seja melhor.
Abraços, H. Mason


