Quem diz isso não é preto, e se é não sei onde vive. Não sou afrobrasileiro, sou preto, essa determinação pra mim não me faz mais respeitável, principalmente porque respeito não está na pele e sim no caráter, me dá uma denominação, só isso, e denominações eu já tive incontáveis ao longo da vida de forma involuntária, “apagão, suco de pneu, piche”, e não é uma denominação como essa que vai acabar com o racismo no Brasil. NADA, nada vai acabar, sabe porquê? Porque o que reina no mundo não é diferente do que reina aqui, as regras e conceituações de beleza, de superioridade e de capacidade são basicamente as mesmas com algumas adaptações pífias que variam de sociedade pra sociedade, Europa e América caminham de braços dados para o mesmo reduto racista.
Não me interessa nem um pouco se são 2, 300 ou 5.000 pessoas a xingar e tentar reduzir o outro pela cor da pele, principalmente porque o efeito é o MESMO. A palavra “macaco” existe em várias línguas de forma diferente, mas o gesto que identifica o animal é o mesmo em qualquer lugar do mundo. Porém na nossa sociedade o racismo é tratado como se ninguém o praticasse, como se não fosse corriqueiro encontrar com esses casos no seu dia-a-dia, como se em todas escolas os pretos não fossem comparados aos escravos como se os brancos do Brasil deles não fossem descendentes e com a conivência dos teachers hipócritas que habitam as salas de aula. Existe no nosso país algo cada vez mais incisivo, não sei se porque está ocorrendo lá fora – mas aqui não precisa exportar determinado tipo de coisa né? – mas no único campo que eu acreditava que ele pudesse ser mascarado no século XXI – MASCARADO? Claro, ou você acha que ele vai deixar de existir? Deixe de ser ingênu@ - no esporte, surgem mostras cada vez mais contundentes de que ele está presente de forma plenamente covarde e ultrajante.
Sabem porquê eu achava que iria ser mascarado por mais tempo no século XXI? Porque cada vez mais se prova no esporte que não somos diferentes, somos iguais, mas talvez a quantidade GIGANTESCA de sucessos pretos no esporte incomode, como incomodou Adolf Hitler em 1936, àqueles que são desgostosos de dividir o pequeno planeta Terra conosco, os escurinhos.
Não vou aqui me ater a explorar demasiadamente o assunto, não é minha intenção e muito menos a função do TNM, o que eu quero é não deixar em branco, não deixar cair no esquecimento algo que está tão presente em nosso cotidiano, mas que no fim das contas a maior parte de nossa população finge não enxergar. Só não podemos é permitir que àqueles que se acham superiores continuem agindo como se não nos importássemos, continuem fazendo o que bem entenderem quando bem quiserem, porque eles simplesmente não o são, ninguém é.
Só pra citar alguns...
























