Meus queridos leitores, estamos sumidos, mas não nos esquecemos em momento algum de vocês, tive uma grata surpresa em saber que uma nobre amiga escreveu um texto e quis compartilhá-lo aqui no nosso Tudo na Mente, de forma tal que deixo com vocês o texto em sua parte 1 de 2 de Tracy Whitney do blog Bombas de Cereja, parceiro do Tudo na Mente. Aproveitem!!!
Nunca fui rata de
palanque, nem nunca balancei bandeira de político (ainda bem, em tempos de
aquecimento global aquilo ali é uma insolação certa!). Mas sempre procurei
entender como funciona a política (ou melhor, politicagem) que acontece no meu
país e votar, na medida do possível, de maneira consciente, analisando os
candidatos mais como CANDIDATOS que como pratos disponíveis no cardápio de um
restaurante barato.
Sou cidadã (do latim
original civis, que significa habitante da cidade) de Camaragibe,
região metropolitana do Recife. Cidade de tradições indígenas (à qual
pouquíssimas pessoas conhecem) e cuja grande maioria da população trabalha
fora. Aqui não se tem, de fato, muito o que fazer: os empregos se restrigem ao
comércio; a cultura, à invasão dos MC’s, os bordéis, os bares pega-bêbo e às praças tomadas por
drogados (motivo pelo qual eu nunca, em 22 anos de residência, fui pra balada
por aqui); as escolas ou são extremamente boas (na maioria dos casos,
particulares) ou extremamente ruins (incluindo, claro, as municipais); e a
política...POBRE DO ARISTÓTELES!
Como toda cidade “pequena”
(apesar de Camaragibe possuir cerca de 55.083 Km² e 145.676 habitantes segundo
o IBGE/2011), a política aqui se faz de maneira bem peculiar, pra não dizer
coronelista: candidatos comprando votos, afanando o número dos títulos de
eleitores (voto do cabresto), fazendo carreatas e passeatas da vitória
(entupindo o trânsito, e ainda vejo gente abrir a boca dizendo que UMAS
HORINHAS DE TRÂNSITO NÃO VAI MATAR NINGUÉM), boca de urna, propaganda
irregular, poluição áudio-visual... é tanta porcaria que seria necessário fazer
um post aparte só pra desabafar o quanto isso aqui em época de eleição parece o
inferno durante a II Guerra Mundial. Mas o foco desse texto é o discurso lindo,
maravilhoso e cor de rosa sobre “mudar Camaragibe e trazer mais educação, empregos,
esporte, cultura, etc, etc...”. A última moda eleitoral em Camaragibe é
candidato lendo textos pré-escritos em carros de som falando que “não vai fazer
promessa” (já fazendo), e sim, mostrar serviço.
Beijos, Tracy Whitney
Abraços, H. Mason



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