quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Eu, que não sei quase nada de política... (1)


Meus queridos leitores, estamos sumidos,  mas não nos esquecemos em momento algum de vocês, tive uma grata surpresa em saber que uma nobre amiga escreveu um texto e quis compartilhá-lo aqui no nosso Tudo na Mente, de forma tal que deixo com vocês o texto em sua parte 1 de 2 de Tracy Whitney do blog Bombas de Cereja, parceiro do Tudo na Mente. Aproveitem!!!


Nunca fui rata de palanque, nem nunca balancei bandeira de político (ainda bem, em tempos de aquecimento global aquilo ali é uma insolação certa!). Mas sempre procurei entender como funciona a política (ou melhor, politicagem) que acontece no meu país e votar, na medida do possível, de maneira consciente, analisando os candidatos mais como CANDIDATOS que como pratos disponíveis no cardápio de um restaurante barato.



Sou cidadã (do latim original civis, que significa habitante da cidade) de Camaragibe, região metropolitana do Recife. Cidade de tradições indígenas (à qual pouquíssimas pessoas conhecem) e cuja grande maioria da população trabalha fora. Aqui não se tem, de fato, muito o que fazer: os empregos se restrigem ao comércio; a cultura, à invasão dos MC’s, os bordéis, os bares pega-bêbo e às praças tomadas por drogados (motivo pelo qual eu nunca, em 22 anos de residência, fui pra balada por aqui); as escolas ou são extremamente boas (na maioria dos casos, particulares) ou extremamente ruins (incluindo, claro, as municipais); e a política...POBRE DO ARISTÓTELES!



Como toda cidade “pequena” (apesar de Camaragibe possuir cerca de 55.083 Km² e 145.676 habitantes segundo o IBGE/2011), a política aqui se faz de maneira bem peculiar, pra não dizer coronelista: candidatos comprando votos, afanando o número dos títulos de eleitores (voto do cabresto), fazendo carreatas e passeatas da vitória (entupindo o trânsito, e ainda vejo gente abrir a boca dizendo que UMAS HORINHAS DE TRÂNSITO NÃO VAI MATAR NINGUÉM), boca de urna, propaganda irregular, poluição áudio-visual... é tanta porcaria que seria necessário fazer um post aparte só pra desabafar o quanto isso aqui em época de eleição parece o inferno durante a II Guerra Mundial. Mas o foco desse texto é o discurso lindo, maravilhoso e cor de rosa sobre “mudar Camaragibe e trazer mais educação, empregos, esporte, cultura, etc, etc...”. A última moda eleitoral em Camaragibe é candidato lendo textos pré-escritos em carros de som falando que “não vai fazer promessa” (já fazendo), e sim, mostrar serviço.

Beijos, Tracy Whitney

Abraços, H. Mason


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