Hoje, após o bom e velho treino
pesado de Morganti Ju Jitsu saí do dojo e segui a pé até a estação do Metrô de
Porta Larga, aqui em Jaboatão dos Guararapes. O caminho não é o dos mais bem
movimentos para uma noite de sexta-feira e vale a pena ficar atento a todas as
situações possíveis, e aquilo que mais me chamou a atenção nesse trajeto foi
algo extremamente corriqueiro, comum mesmo, não só a mim como também a tod@s
que conheço: um casal de idosos (digo idosos, porque o eram a meu ver,
aparentavam ter entre 55-60 anos) puxando uma carroça de recicláveis e parando
a cada ponto de coleta de lixo da avenida para ver se encontravam algo que
pudesse ser aproveitado em meio àquela confusão de sacos e dejetos.
Nada
demais até o presente momento, os carros e ônibus passavam a toda velocidade possível
tirando um “fino” cada vez menor tanto do casal quanto de mim, já que é difícil
distinguir onde é melhor andar por aqui – se na calçada ou nas beiras da
avenida – mas isso também não é novidade pra quem é da área. O que me
surpreendeu foi quando ao passar pelo senhor que puxava a carroça, o mesmo tinha
acabado de estacioná-la, nos cumprimentamos com um “boa noite” e não, o detalhe
que quero chamar a atenção não é o ato de cumprimentar alguém que se desconhece – que nunca se viu mesmo; a expressão, essa foi a surpresa, dizer boa
noite todos podem dizer, agora, com aquela expressão? Já não tenho essa
convicção.
Foi
algo tão belo em sua simplicidade que me fez pensar em todo o trajeto de
retorno, sobre o detalhe de tranqüilidade daquela expressão. Talvez o
contraponto para minha surpresa esteja no nosso próprio cotidiano, quando temos
o caminho cruzado por tantas pessoas arrogantes na sua pequenez, incomodadas nas
vidas alheias e extremamente focadas em
burocraticamente complicar a existência tão efêmera que possuímos. Dessa vez
não tem uma grande lição (ou tem?!), fica somente aquela expressão marcada,
como o ápice de tranquilidade que jamais por mim havia sido encontrada.
Abraços, H. Mason
Nenhum comentário:
Postar um comentário