quarta-feira, 8 de abril de 2015

(Com) Ciência


No caminho de casa, no bom (?) e velho bus, fone de ouvido e Gabriel, O Pensador no volume máximo. Uma música, uma mensagem, um alerta. 

É difícil conseguir tocar na consciência das pessoas, na realidade é quase impossível, por isso é tão importante quando acreditamos que conseguiram tocar na nossa. Na maioria das vezes o impacto inicial é sucedido por um breve momento de reflexão que leva a lugar nenhum. Ou leva a um lugar em específico, uma barreira intransponível da zona de conforto de cada individuo.

Trabalhamos em cima dessa zona de conforto da mesma forma que construímos nosso conhecimento acerca das coisas e das pessoas. Selecionamos. Escolhemos paulatinamente o que melhor se coloca aos interesses particulares que possuímos e a partir dessa seleção instintiva, mas nem por isso pouco racional, faz-se mister que evitemos alguns "inconvenientes" à nossa postura diante dos problemas sociais que nos atingem ou à outrem.  

A situação social de muitas pessoas em nosso país, pra não levar em conta nesse curto texto o planeta, é degradante, sabemos que ela o é e mesmo assim a atitude que predomina é o avesso do discurso politicamente correto. Não sei se o problema é O politicamente correto, porque hoje muitos têm medo de dizer efetivamente o que pensam, mas sei que quando a conversa ruma para pessoas que necessitam de ajuda de forma clara em um primeiro momento a resposta é positiva, mesmo que apenas por alguns instantes. Um problema mais sério reside no que vem depois, o esquecimento.


Colocamos nossas expectativas no ser humano na sua possibilidade de conviver com o outro e de respeitar as necessidades daqueles que nos cercam ao mesmo tempo em que tentamos avidamente saciar os nossos mais profundos desejos. Criamos em nosso mundo privado os caminhos, desvios e barreiras para alcançar a felicidade ou a maior sequência de momentos felizes que possamos ter. A única reflexão que podemos e devemos fazer ao final desse texto e do vídeo acima é:

Quando não há expectativa, respeito ou dignidade, o que sobra a cada um dos que perecem ao nosso redor?

Abraços, H. Mason

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