Menos de um mês, mais exatamente 27 dias, do novo mandato e muitas interrogações já surgem na cabeça de uma quantidade sem fim dos eleitores da candidata Dilma Rousseff. Foram 54 milhões de votantes e uma batalha campal contra o candidato da oposição, Aécio Neves, que parecia não ter fim. O discurso político se misturou com as tensões sociais e de ideologias maquiadas e criadas muitas vezes no discurso fluido da internet e dos achismos. Foi uma eleição incomum, vislumbrei por uns momentos o belo da democracia e em outros o ridículo de pessoas que teimam em não entender o básico do nosso processo político mesmo sendo estudantes, professores, mestres, doutores e outras coisitas mais. Porém, esse não é um texto sobre 2014, essa escrita é sobre o que está vindo a galope, no encalço das concessões da última década de crescimento econômico, incentivo ao consumo e tentativa de afirmação política internacional.
De todas as possíveis críticas nesse primeiro momento do segundo mandato de tia Dilmis o que mais me preocupa, e não poderia ser diferente, é a escolha de Cid Gomes para ministro da educação. O cidadão está incomensuravelmente longe de ser uma persona grata no meio educacional e sua escolha até agora não foi justificada de forma satisfatória. Coladinho ao anúncio de um novo piso salarial para os professores do ensino básico vem o dicotômico anúncio de corte nos investimentos na educação. O MEC deve receber 7 bilhões a menos por ano, isso por si só promove um panorama totalmente contrário ao defendido durante o processo eleitoral passado e, de forma mais importante, afasta incontáveis alunos de graduação do meio acadêmico, já que bolsas da CAPES também estão na mira do corte de gastos.
Um outro ponto extremamente criticado desse inicio de 2015 é uma mudança no critério de acessibilidade ao seguro desemprego, onde antes o período de trabalho com CTPS assinada era de 6 meses passou a ser de 18. Nesse ponto discordo apenas em partes do governo, pois considero que o ideal seria um período de 1 ano. Essa opinião não é fruto de achismos, mas sim de vivências nos mais variados ambientes que solicitam tal benefício.
Agora vamos ao ponto que me deixa intrigado. Por qual motivo mesmo existe uma onda de reclamação devido ao corte de gastos? (Excetuando-se o da Educação) Porque, meus caros, tem mais de 4 anos que isso já era esperado. Só podem estar zonando com a cara do preto aqui né? Raciocinem comigo, qual país na face da terra consegue viver uma fase de incentivo ao consumo fundamentado na ampliação da oferta de crédito por mais de 10 anos? Não vejo um. Se por um lado o governo aponta que houve uma redução da desigualdade por outro a concentração de renda no topo da nossa cadeia alimentar e social aumentou consideravelmente, os dois últimos anos não foram de alegrias e os dois próximos dificilmente serão. Já tinha conversado sobre isso com alguns amigos e alunos, que independente do vencedor das últimas eleições o momento seria de arrocho. Não esperávamos que ele viesse tão rápido e rasteiro como veio, mas sabíamos que ele viria. Essa afirmação está no caminho inverso do charlatanismo dos chutes políticos-econômicos de uma Miriam Leitão e tem suas bases na História e no mínimo de bom senso que ocupa nossas mentes.
E antes que me perguntem sobre a Petrobras e a enxurrada de correntes e informações falsas que rondam o Whatsapp e o Facebook apenas peço encarecidamente que busquem as fontes, verifiquem e tentem compreender algo >>> "qual a novidade dessa bagaça?" Na boa, o Boechat ganhou um prêmio Esso em 1989 sobre corrupção na empresa ¬ ¬
Abraços, H. Mason

Esse é meu garoto! Muito bom negão!
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