Em meio a alegria pelo título do Campeonato
Brasileiro da série C deve ser salientado o mito em torno do camisa sete da
equipe coral. Não, ele não representa aquilo que de melhor já vimos passar
pelos gramados pernambucanos acostumados à qualidade e destreza de muitos
jogadores nos três grandes clubes do Estado, mas sim à raça, ao esforço de um
atleta que mesmo limitado tecnicamente encorpa um mundo de paixão.
Nascido Flávio Augusto do Nascimento ele se transformou em Flávio Caça Rato, passou a brilhar com a camisa do Santa Cruz e ganhou a torcida; cabelos pintados de amarelo e falta de precisão - que muitas vezes quase nos matam - aliados a vontade de vencer na vida contrariando um destino que já parecia traçado nos subúrbios pernambucanos e fazer os milhões que o assistem felizes fazem desse jogador um representante de algo que não se vê todo dia e por isso se torna tão especial. Os gritos que ecoam no mundão do Arruda de "Ah, É Caça Rato! Ah, É Caça Rato!" não são a toa, o atacante coral não é um artilheiro de um gol só, como muitos que já existiram no nosso Brasil, em 2013 ele foi decisivo nos 3 jogos de maior importância do Santinha, na Final do Pernambucano contra o maior rival Sport abriu o caminho para a vitória por 2 a 0 na Ilha do Retiro, nas Quartas de Final da Série C emplacou o gol do acesso à Série B e nesse domingo fez somente o gol do título no Arrudão. Fruto desse choque entre a caritura do atacante de sorte e raça acrescido da crença do talismã da torcida tricolor hoje o Caça Rato é muito mais comemorado que muitos atacantes renomados que valeram milhões de reais aos cofres dos maiores clubes do país.
Durante sua trajetória já foi chamado de Flávio Caça Rato à Flávio Recife, mas o nome da cidade não pegou e a fama do camisa 7 do Santa Cruz ficou mesmo atrelada ao termo ímpar e popular. Por falar nisso o dono da camisa 7 do Arruda recebe pelo menos mais duas denominações, apelidos que vão de Ratotelli ao próprio CR7 (alusões referentes a Mario Balotelli do Milan-ITA e ao ídolo português Cristiano Ronaldo do Real Madrid-ESP). Mesmo assim apelidos e brincadeiras a parte o mito pernambucano não perde a humildade e o esforço em campo, suas marcas registradas.
O título conquistado nesse 1º de dezembro de 2013 veio apenas a coroar mais uma campanha sofrida e que há muito fazia incontáveis tricolores cederem aos infartos e demais moléstias da aflição futebolística ao ver seu clube de coração ficar no quase a nível nacional. Parabéns tricolores e, acima de tudo, VALEU Caça Rato, 2013 é seu.
Abraços, H. Mason

Nenhum comentário:
Postar um comentário