Hoje temos a possibilidade de
postergar uma ou outra obrigação do nosso cotidiano, principalmente se essa
tiver a ver com assistir algum vídeo; a disponibilidade dos recursos áudio visuais
em larga escala facilitam pra todos que vivem no corre-corre a chance de ver com calma algo que foi transmitido nas
madrugadas sendo, portanto, inviável naquele exato momento. Assim o foi com a entrevista
de Eduardo Campos no Programa do Jô, me dispus a vê-la cerca de 5 dias depois,
minhas impressões estão logo abaixo.
Tangencial,
assim foi o discurso do nosso governador no Programa do Jô. E era de se esperar
uma política de boa camaradagem já que são raros os casos do Jô levantando
polêmicas no seu programa, mas, além disso, pode-se ver um Eduardo sorridente e
de bem com a vida, como se aqueles 83% se mantivessem ainda hoje, como se fosse
a coisa mais sensata estar caminhando de mãos dadas com Jarbas e Marina. O seu
ar populista não convenceu.
Contos
de causos e vida pessoal tem uma função no discurso político a meu ver,
humanizar, retirar toda e qualquer figura emblemática, seja ela da política ou
das artes, e trazê-la para o chão, o mesmo chão que, em tese, todos pisamos.
Nesse quesito reside um perigo imenso, associar a imagem de uma figura com
atitudes extremamente paradoxais à propensão a coerência.
Eduardo fugiu dos
temas mais diretos e seu interlocutor não o cobrou por isso, um encontro de
compadres e não uma entrevista de um presidenciável foi o que ocorreu. O discurso de que precisamos melhorar a educação, dar 14º/15º salário, e isso resolveria
os problemas acerca do tema é um engodo pífio que só os mais despreparados e
alienados do jogo político dariam crédito. Entrou em contradição no detalhe dos
ministérios (hoje 39), já que possui 27 secretarias e diz que as suas funcionam
graças a uma organização de políticas públicas, porém mesmo assim vai
diminuí-las, mas Dudu, depois de todos esses anos, vai diminuir agora? Por que
se está dando certo? Pra fazer média e não assumir que a quantidade de
ministérios/secretarias não reflete a qualidade do governo em questão?
Houve de todas
as indagações duas em especial que me chamaram a atenção, a segunda e a última
pergunta da platéia foram interessantíssimas. A última acerca de segurança
pública, parece que o senhor Eduardo não vê as ações repressoras e
intransigentes da sua polícia fascista, e a segunda e, a meu ver, mais gritante
politicamente falando sobre se os 33 partidos significavam 33 ideologias, e o
que ele responde? Não responde, foge. É claro que não significam tantas ideologias muito mal
representam 5. Enfim, cada vez mais, vejo
Dudu e me lembro de Collor, o rostinho bonito e o discurso vazio.
Abraços, H. Mason

Nenhum comentário:
Postar um comentário