Eu sabia que
iria escrever sobre o Mandela, não sabia quando, se depois de um dia, um mês ou
um ano. O furor que se apresenta em toda a sociedade a favor e contra a figura
do líder sul-africano é contagiante, pede uma opinião, pede a sua e a minha
também, mas pede acima de tudo que você avalie quem, de fato, lhe representa,
que tipo de humano, dos vários que existem ao seu redor, você se identifica e
seguiria.
Eis
uma figura que você pode avaliar a biografia e, literalmente, se posicionar. Nascido
em 18/07/18 Nelson Rolihlahla Mandela, apelidado de Madiba entre os seus, engrossou as fileiras do CNA (Congresso Nacional Africano) a partir de 1942 e lutou contra o Apartheid.
Aí Aí você me pergunta, o que danado foi o Apartheid ? E eu te digo uma política segregacionista implantada pelo governo branco da África do Sul que relegava aos negros áreas de existência (bairros afastados, não contemplados por ações do poder público), serviços inferiores de saúde, educação e demais serviços, essa política governamental – oficial a partir de 1948 – incluía também a negação da cidadania sul-africana e a constituição de uma cidadania ligada a grupos tribais, descaracterizando o direito a escolha direta de representantes no governo chefiado desde então pelo Partido Nacional.
Sabendo disso não é difícil imaginar a cena que se formou né? Uma linhagem de brancos dotados de todos os direitos, e uma massa de pretos onde o único direito era não ter direitos. É claro que a situação era insustentável, é mais do que evidente que fora a forma de racismo mais declarada pós-escravidão, contando com o apoio de outras nações como E.U.A e Reino Unido, vale salientar, Reagan e Thatcher que o digam.
A linha que separa o Madiba defensor dos direitos humanos, da igualdade racial e da liberdade plena daquele que chefiou a Lança da Nação – braço armado do CNA – e é responsável por atentados a bomba é tão tênue que na minha opinião sequer existe. Não existe onde separar a figura de um do outro, porque Nelson Mandela foi um só. Necessitou de utilizar de táticas de guerrilha, de livros de guerra, de bombas caseiras e industrializadas, para libertar toda uma nação de uma dominação ridícula, opressora e covarde.
Agora antes de formar uma opinião efetiva sobre o cidadão em questão, leia mais do que esse pequeno fragmento de pensamento, e depois me diga se fosse você um dos pretos da África do Sul, durante o Apartheid, se você tivesse a chance de segui-lo, você hesitaria? Eu não.
Abraços, H. Mason
Aí Aí você me pergunta, o que danado foi o Apartheid ? E eu te digo uma política segregacionista implantada pelo governo branco da África do Sul que relegava aos negros áreas de existência (bairros afastados, não contemplados por ações do poder público), serviços inferiores de saúde, educação e demais serviços, essa política governamental – oficial a partir de 1948 – incluía também a negação da cidadania sul-africana e a constituição de uma cidadania ligada a grupos tribais, descaracterizando o direito a escolha direta de representantes no governo chefiado desde então pelo Partido Nacional.
Sabendo disso não é difícil imaginar a cena que se formou né? Uma linhagem de brancos dotados de todos os direitos, e uma massa de pretos onde o único direito era não ter direitos. É claro que a situação era insustentável, é mais do que evidente que fora a forma de racismo mais declarada pós-escravidão, contando com o apoio de outras nações como E.U.A e Reino Unido, vale salientar, Reagan e Thatcher que o digam.
A linha que separa o Madiba defensor dos direitos humanos, da igualdade racial e da liberdade plena daquele que chefiou a Lança da Nação – braço armado do CNA – e é responsável por atentados a bomba é tão tênue que na minha opinião sequer existe. Não existe onde separar a figura de um do outro, porque Nelson Mandela foi um só. Necessitou de utilizar de táticas de guerrilha, de livros de guerra, de bombas caseiras e industrializadas, para libertar toda uma nação de uma dominação ridícula, opressora e covarde.
Agora antes de formar uma opinião efetiva sobre o cidadão em questão, leia mais do que esse pequeno fragmento de pensamento, e depois me diga se fosse você um dos pretos da África do Sul, durante o Apartheid, se você tivesse a chance de segui-lo, você hesitaria? Eu não.
Abraços, H. Mason

Nenhum comentário:
Postar um comentário