Esse
poderia ser mais um texto sobre a garantia do acesso do Santa Cruz FC à segunda
divisão do Campeonato Brasileiro, mas não é somente isso, é uma ode a três amigos
que me mostraram o valor inexpugnável de torcer por um clube local e junto com
isso aderir ao meu cotidiano as rivalidades e polêmicas que cercam essa
vivência.
Se é pra falar de futebol, prefiro
começar pela minha vida futebolística, que os mais próximos como Lywistone
Galdino, Victor Batista, Jefferson Santos, Renan Jasselli e Henrique Santos
sabem que sempre esteve atrelada de forma inquestionável ao São Paulo FC, já
que torço para o mesmo desde os longínquos 4 anos de idade. Assim o foi até ir
de encontro a tradição da família e torcer pelo Santinha, a maioria imensa da
minha família é rubro negra, enfim torço
pelo Santinha e traumatizei com a escapada do título para o Náutico em pleno
Arruda com gol de kuki de cabeça, isso foi demais.
Então na UFRPE estudei com três baluartes do
conhecimento futebolístico pernambucano, Victor Batista-Renan Jasselli-Thiago
Souza, uma conquista, os caras sabem muito, são fanáticos literalmente no bom
sentido e me ensinaram, sem querer, o valor de torcer efetivamente pra um time
daqui, de tornar isso não só um ícone do cotidiano como parte de uma relação
que ultrapassa o pertencimento e que rege uma resistência contra a
discriminação do ser do norte, do ser nordestino, que é, por sua vez, uma
paixão arraigada em tradições que não se desfazem com o capital, que não podem
ser medidas pelas pesquisas do IBGE e nem contestadas com bases cientificas,
mas pode e deveria ser sentida por todos aqueles que se sentem nordestinos.

Ontem
não apenas o Santinha alcançou o acesso à Segundona como o Botafogo-PB
conseguiu o título da série D, vulgo INFERNO por onde passamos há pouco tempo –
que por sinal nós vergonhosamente perdemos para o TUPI-MG (quem porra é o
Tupi-MG na cesta básica????) – e esses dois resultados, atrelados com o
provável acesso do Sport Recife à 1ª divisão do Campeonato Brasileiro e, tudo
dando certo, ocorrendo a manutenção de Bahia e Vitória na 1ª divisão, ampliamos
nosso leque, que sempre foi favorável a estarmos na 1ª divisão do Brasileiro.
Quem sabe ver um Brasileirão em 2015 com as 5 maiores forças do futebol do
Nordeste, é uma utopia, mas pra que servem as utopias senão para instigar
debates e levantar os questionamentos do possível?
Abraços, H. Mason
boa parceiro.... ótimo texto..... Juntos Somos Mais Fortes!
ResponderExcluirParabéns Meu AMOR! Sempre surpreendendo com suas postagens. Te Amo!
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