Em
casa, de boa, comendo chocolate que a sogrinha presenteou, conversando com
minha principa e ouvindo a poesia de Bob...cenário mais paradisíaco só em
férias e com dinheiro, eis que surge um post no face originário do Twitter de
uma amigona “Eu acredito que Deus é amor” (Silvana Sabino) editora e escritora
de um blog muito massa chamado Bombas de Cereja. Ta aí Sil, concordo, e muito,
contigo.
Oriundo das profundezas do ser
humano surge a divindade, que defenda-se sua origem primordial ante a tudo e todos é aceitável, mas que se entenda que nós não
precisamos de mais um deus que justifica os horrores de uma guerra sem razão
contra o outro, pura e simplesmente por esse outro ser diferente, ser o outro.
Neguemos
nossa reverência a qualquer divindade que se justifique pelo ódio, a todos os
profetas que preguem o ódio como caminho para uma salvação. E não precisamos de
muito conhecimento pra saber disso, seja na forma de jihad, de cruzada, seja na
forma de inquisição ou qualquer tipo de perseguição, se existe a pregação do
ódio, tem algo de errado. Seja em todas as vestes do machismo e dos seus
derivados, seja em todas as formas de racismo e seus descendentes.
Não me interessa hoje, nem nunca
me interessou sua perspectiva de além vida, o que me importa é o que você faz
com seus direitos de liberdade de expressão NESSA vida para pregar preconceitos
e achismos desprovidos da virtude que, em tese, pregas como norte de tua
existência.
Eis
que temos, assim, um dos grandes problemas filosóficos de nossa sociedade, a
ausência de profundidade (da maioria) daqueles que defendem um Deus, que é raso, por isso são
tão facilmente atacados por Richard Dawkins com a ideia da divindade ser apenas
um “delírio”. Àqueles que professam são rasos e os debates pífios, não
entendendo a profundidade de um conceito que ultrapassa milênios não por ser
maniqueísta, mas – muito pelo contrário – por ser universalmente representativo
de bondade.
Abraços, H. Mason



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