sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eu também acredito...


Em casa, de boa, comendo chocolate que a sogrinha presenteou, conversando com minha principa e ouvindo a poesia de Bob...cenário mais paradisíaco só em férias e com dinheiro, eis que surge um post no face originário do Twitter de uma amigona “Eu acredito que Deus é amor” (Silvana Sabino) editora e escritora de um blog muito massa chamado Bombas de Cereja. Ta aí Sil, concordo, e muito, contigo.


Oriundo das profundezas do ser humano surge a divindade, que defenda-se sua origem primordial ante a tudo e todos  é aceitável, mas que se entenda que nós não precisamos de mais um deus que justifica os horrores de uma guerra sem razão contra o outro, pura e simplesmente por esse outro ser diferente, ser o outro.
                Neguemos nossa reverência a qualquer divindade que se justifique pelo ódio, a todos os profetas que preguem o ódio como caminho para uma salvação. E não precisamos de muito conhecimento pra saber disso, seja na forma de jihad, de cruzada, seja na forma de inquisição ou qualquer tipo de perseguição, se existe a pregação do ódio, tem algo de errado. Seja em todas as vestes do machismo e dos seus derivados, seja em todas as formas de racismo e seus descendentes.


Não me interessa hoje, nem nunca me interessou sua perspectiva de além vida, o que me importa é o que você faz com seus direitos de liberdade de expressão NESSA vida para pregar preconceitos e achismos desprovidos da virtude que, em tese, pregas como norte de tua existência.
                Eis que temos, assim, um dos grandes problemas filosóficos de nossa sociedade, a ausência de profundidade (da maioria) daqueles que defendem um Deus, que é raso, por isso são tão facilmente atacados por Richard Dawkins com a ideia da divindade ser apenas um “delírio”. Àqueles que professam são rasos e os debates pífios, não entendendo a profundidade de um conceito que ultrapassa milênios não por ser maniqueísta, mas – muito pelo contrário – por ser universalmente representativo de bondade.

Abraços, H. Mason

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