A cada dia que se passa mais e mais
ouvimos falar (e também falamos) sobre a violência, a corrupção e tantos outros
males que afligem nossa sociedade; vemos e ouvimos tanto que chegamos a nos
cansar, mas o problema em questão não é o que ouvimos, é o descrédito, que
atribuímos a um clichê em específico.
A ideia de que uma mudança de natureza
particular irá refletir posteriormente em toda uma estrutura só cabe quando o
particular ganha corpo e, dessa forma, vários indivíduos utilizam de atitudes
similares, é a boa e velha ideia do Luther King, onde o problema não é o alarde
dos maus, mas sim o silêncio mórbido dos bons.
Vivemos em um tempo onde desacreditamos de
tudo de forma fugaz, instantânea e, em oposição, demoramos infinitamente para
acreditar em algo ou alguém. É a falência da fé. Não – e bastante longe disso –
no sentido religioso, entretanto pra muitos essa seja sempre a chave, é no
âmbito de uma ausência tão grande que deixa de se remeter ao outro e é
internalizada, digerida (não só digerida, como também constantemente ruminada),
fazendo com que o ser venha a comungar da prática que reprova simplesmente por
não ver mudança no outro.
Abraços, H. Mason

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