Tem noção de seu estado de grandeza, mas contrasta fielmente
com a baixeza das vis argumentações. Prostra-se com subserviência aos grandes,
mas com plena arrogância para com os pequenos, esta inclusive já fora citada no
Auto da Compadecida, no Juízo Final, não nos deixemos enganar que enquanto uma
sátira se passa ao cotidiano do mundo religioso ela, ao mesmo tempo, não atinge
de forma direta e fulminante os seres mundanos.
Vai
dizer que você não tem exemplos próximos? Vai dizer que o que estou a dizer é
um despautério infindo? Não né, claro que não. Acho, a memória as vezes falha,
que por vezes já tratei aqui no TudoNaMente de questões voltadas para a
essência do ser humano ou algo do tipo. Talvez porque constantemente eu vejo
pessoas e mais pessoas defenderem uma natureza humana, defenderem uma ideia
construída cotidianamente de que “os bons são maioria”...
Talvez
tenhamos a necessidade de que por meio de um maniqueísmo qualquer, de uma
disputa eterna entre bem e mal venhamos a afirmar que os bons triunfarão... Não
sem antes se valerem dos métodos dos malvados... Esperamos pelo bem, rogamos
por ele, mas o chão dos nossos feitos é a cada dia mais areia movediça e menos
terra batida.
Abraços, H. Mason

Nenhum comentário:
Postar um comentário