quarta-feira, 26 de junho de 2013

Em Defesa da Bola


Parece cada dia mais, que no Brasil o foco é sempre distorcido, é constantemente manipulado. D’uma hora pra outra o esporte favorito da maioria da população tornou-se odiado, não por todos, mas por uma parte considerável, como se do nada o culpado pela corrupção ou, pior ainda, pelo ESQUECIMENTO do povo brasileiro fosse o esporte. Não podemos nem falar em APAGÃO do pensamento público nacional porque para isso seria necessário que houvesse em algum momento uma época em que a população estivesse convencida de seu poder para além do período ditatorial, onde, mesmo assim incontáveis parcelas da população civil apoiaram o militarismo e hoje o desejam de volta.


O esporte não é o motivo da corrupção, os salários astronômicos não são resultado dela também, o que não pode acontecer e acontece, é a valorização moral que estes atletas exercem sobre a população de forma geral, um povo que é subsidiado por plataformas de auxilio e assistência ineficazes, e não estou falando do Bolsa-Família, estou voltando meu discurso para o todo da sociedade brasileira, que tem um sistema cada vez mais caótico (se é que é possível piorar) de serviços que perpassam por saúde, educação, segurança, moradia e transporte.

Claro que temos que nos lembrar que o brasileiro não é bem o povo menos corruptível da Terra...E não adianta me dizer que é senso comum, porque muitos pensam que o brasileiro é um amor, tá, nesse momento copio literalmente Gabriel, O Pensador “ se o brasileiro é cordial Adolf Hitler é um doce”. Romário disse a alguns dias que foi a favor da Copa do Mundo e que nós tínhamos plena condição de realiza-la, ele não mentiu, temos, só que não da forma como o governo e seu BICÕES estão a fazer, assim é foda.


O futebol continuará sendo paixão de quem gosta dele, e muitos do que criticam a realização da Copa são fãs do futebol, a grande questão é que o momento de necessidade que a população passa, há bons 2 séculos de independência praticamente, não nos deixam dúvidas de que agora seria inoportuna tal realização, mas como diz o ditado popular, merdas cagadas não voltam ao Feliciânus...


Abraços, H. Mason

Um comentário:

  1. Não há que se falar o contrário. Estive na protesto de ontem e vi sim muitos, assim como eu, interessados no resultado de Brasil e Uruguai.
    Mas a paixão pelo futebol não foi motivo para que aqueles manifestantes deixassem de ir à rua.
    Infelizmente, se houvesse o mesmo número de manifestantes do protesto anterior, dificilmente teríamos sido barrados como fomos, distante demais do Centro de Convemções.
    Estávamos na rua e, nem por isso, sem a nossa torcida direto do sofá, o Brasil deixou de se classificar.

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