Antes do texto, deem uma sacada nessa música:
Que
bom ouvir Legião Urbana. Que bom saber que as músicas que embalaram minha
adolescência são tão atuais ( e olhe que a banda já era extinta há uns 7 anos). Que triste saber que os problemas elencados por elas se fazem gritantes ainda hoje.
Por quais razões nós, brasileiros, temos tantos problemas com a verdade? Será que é fundamentalmente uma tentativa naturalizada de amenizar o peso de uma informação ou é, também, a ideia de que ser verdadeiro igualou-se a arrogância? Entendo que em muitas de suas afirmações, metafóricas ou não, Nietzsche estava plenamente correto, e nesse trecho de seu livro, especificamente, mais correto do que quase toda a filosofia pensada até então e do porvir.
Elaboramos discursos bem metódicos, desbravadores ou meramente ilustrativos, colocamo-nos à disposição para esclarecer dúvidas e levantamos questionamentos múltiplos, mas nos vemos, por vezes, embaraçados quando nossa fala repleta de termos cultos e herméticos é confrontada com uma pequena pergunta simples. Ué, a pergunta simples deveria ter sua resposta, ou não? Mas o que acontece é um enrolamento sem fim. E por quê? Ah meus caros, a simplicidade de determinadas indagações impõe uma urgência, direta, objetiva e ao mesmo tempo de uma profundidade inigualável: Solicita-se que as cortinas se abram, que o véu seja retirado, que o discurso que se encolhe seja posto à luz, mesmo que tal informação seja chocante, desmedida ou estapafúrdia.
Quem sabe se por vezes não nos valêssemos da vaga noção de verdade, que acompanha a simplicidade dos humildes não nos fosse ofertado um mundo melhor? Esclareço! Não um mundo melhor no sentido de ideal, porque este de nada me serve, a não ser como parâmetro de avanço, mas no sentido de que estaríamos mais habituados a conviver com a crítica construtiva, com o pensamento discordante e, mais importante, a respeitar, entendendo claramente, que o outro tem todo o direito de pensar diferente de você.
Abraços, H. Mason

Nenhum comentário:
Postar um comentário