Interessante, após tanto tempo pensando em retomar as postagens com frequência aqui no Tudo na Mente decidi pelo retorno dos posts. Acreditava, e me questionava, se o que eu estava me propondo era uma cruzada eleitoral em defesa daquilo que penso e daquilo que me recuso a apoiar, mas, para minha surpresa, não é sobre isso que hoje escreverei.
Totalmente alheio ao que passava à minha volta, recém chegado em casa e ainda achando muito boa a vitória do Atlético de Madrid sobre o Real Madrid na final da Supercopa da Espanha - provando mais um vez que o conjunto é tão valioso quanto a individualidade no esporte (e porque não na vida?)- me dirigi quase que imediatamente ao computador. Minha mãe, na sala, assistia a um dos telejornais da vida e ficou abismada quando o âncora disse que um carro estava a quase 200 Km/h. Expliquei que haviam esses veículos, inclusive outros muito mais rápidos e que eles geralmente custavam muito caro, alguns mais do que uma mansão.
Gostaria muito de dizer que o raciocínio que se seguiu foi fruto de uma série de conversas que já tínhamos tido, não foi. Do nada Dona Senhora Minha Mãe solta o seguinte pensamento "Oxe, acho errado isso. Gastar tanto em tão pouco, quando tem gente que não tem onde morar ou o que comer. Acho que tinha que dividir, mas ninguém quer trabalhar pro outro né? O único problema, é que quando morre, fica tudo aí, não se leva nada".
Quem sabe, em algum momento, mais pessoas venham a pensar assim e muitas mais comecem a questionar o que fazem? Seria bom. Essa semana foi muito interessante, conversei com muitas mentes jovens sobre o que é o ideal e o que é o real. Chegamos a algumas conclusões, todas reais. Uma delas é que a ambição do homo sapiens não permite que o ideal se torne real. Tanto no pensamento de minha Mãe, com seu ensino fundamental incompleto, quanto no dos jovens terminando o ensino médio ou cursando o fundamental, podemos perceber o desejo e a frustração entre aquilo que se pretende e o que se concretiza; e assim, mesclando esses sentimentos tão díspares, vivemos. Ou será que apenas vagamos ?
Abraços, H. Mason

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