Pensei
sinceramente em quando voltar a escrever para o tudonamente, já que tempo livre é algo que é plenamente ausente de
minha existência. Consegui, entretanto me convencer de que já era hora de
voltar a brindá-los com as minhas dúvidas e opiniões sobre os mais variados
temas, então que tal voltarmos aos nossos debates?
Peguei a minha pessoa
questionando junto com alguns discentes a ideia do ser enquanto algo plenamente
independente, exterior mesmo à ideia de religião, totalmente liberto de uma
perspectiva post-mortem. Se conseguirmos
fazê-lo, o que haveremos de encontrar?
Encontrei, ora, pois,
algo extremamente vazio e que realmente seria o fundamento do tripé
existencialista – angústia, desespero e desamparo – tão bem representado por um
quadro do Edward Munch, O Grito; de forma que quando nos desprendemos totalmente de
qualquer perspectiva de um além
ficamos tão somente com o hoje, muito mais próximo da ideia de que o homem é
enquanto existe fisicamente, sendo tão somente aqui. Também é devido a isso que é facilmente compreensível
o apego humano às religiosidades e às crenças que mesmo não-religiosas propõem uma
ligação posterior à existência terrena, proporcionando um motivo maior de
dedicação e busca de bons relacionamentos.
A perspectiva de simplesmente
desaparecer, não deixando traços quaisquer, perdendo suas memórias e renegando
toda sua história não é agradável aos ouvidos de todos, creio que não falei
nenhum despautério histórico-filosófico, na realidade, impróprio seria negar
algo que está tão às claras, negar que o ser humano é vazio, e quando muito é
preenchido de instinto e amor, natural e socialmente impostos, não necessariamente nessa ordem.
Mas isso é tema de outro post.
Abraços, H. Mason


Quando estávamos cursando História na UFRPE, pensei que terminaria descrente de tudo que não fosse material.
ResponderExcluirFelizmente, pude concluir o Curso iniciando os agradecimentos na minha Monografia assim:
A Deus,
acima de todas as coisas e, principalmente, porque cheguei a pensar que não chegaria
ao final da Licenciatura em História, com fé suficiente para encabeçá-Lo em minha lista
de agradecimentos;
Ao filósofo Immanuel Kant,
que resolveu na minha cabeça a impossibilidade de a ciência humana conhecer
algumas coisas, entre as quais, Ele;